Utilidade Nerd

Já pensou em deixar seu refrigerante gelando num pequeno freezer sem precisar sair da frente do PC? Ou então fazer a barba, enquanto joga uma partida de xadrez (com peças reais) contra o computador? E até mesmo escovar os dentes em frente a sua máquina e, nos dias de frio, estar com pantufas devidamente aquecidas pelo seu melhor amigo: o computador?

Se pensou e desejou ardendemente, seus desejos foram atendidos. A IDG Now divulgou uma série de utilidadades para o bem nerd no seu site. E além de todos os citados acima, ainda existe uma pequena almofada que, pasmem, deixa quente o cafézinho! Todos esses dispositivos são ligados via USB e, com toda a certeza, fará muito a felicidade de muita gente que não sai de trás da telinha do monitor.

Essa belezinha ai de cima é o meu sonho de consumo. Digaí, entrar na internet enquanto aquela cervejinha está gelando? Maravilha!

Rapidinhas sobre Música

O Radiohead inventou de novo.
Depois de sairem da EMI e lançarem o seu CD novo, In Rainbows, pela internet e sob demanda, fazendo com que o fã pudesse escolher quanto queria pagar pelo CD, o Radiohead inventou mais uma moda. O fã da banda pode escolher qualquer uma das músicas do CD novo deles, fazer uma animação e se for eles gostarem (vulgo ganhar o concurso) vira clipe.



Bonnies em estúdio.
A banda potiguar Os Bonnies estão em estúdio gravando cd novo. Finalmente, depois de ficarem 3 anos com o mesmo EP que, apesar de ser muito bom, já tava saturado. A banda foi destaque no ano passado no Abril Pro Rock, quando fizeram um show memorável e vinha chamando a atenção pelos vídeos engraçados, toscos e criativos que os membros da banda produziram. Sendo um deles, inclusive, campeã no juri popular da mostra competitiva do Curta Natal. As expectativas pro CD novo? Muito boas, os membros garantiram em sua comunidade que algumas musicas que eles tocam nos shows estarão no CD e um material novo, com teclados, também estará pro vir. É cruzar os dedos e esperara.

Calistoga no Abril Pro Rock.
A natalense Calistoga está participando de um concurso para tocar e ser a terceira representante de Natal no maior festival de música independente do nordeste, o Abril Pro Rock. As outras duas são as revelações Barbiekill e The Sinks. Das três, Calistoga é a que está a mais tempo e tem mais experiência. Mas isso não os faz uma banda ohmygod. Pessoalmente, eles nunca me chamaram a atenção, apesar de já os ter visto tocar. A potiguar tem uma concorrente de peso no páreo. A cearense O Garfo que tocou aqui no início do mês e conseguiu uma boa leva de fãs e faz um som bem interessante, instrumental/rock/eletronico. Esperemos.
Senhores, eu juro que este blog ainda vai voltar a sua atualização semanal-normal :)

Acontece que arranjei um escrávi... ops, estágio no Correio da Tarde e meu tempo que já era escasso, diminuiu ainda mais.

Esta semana eu juro que tentarei escrever algo sobre a minha primeira experiência de verdade em redação, já adianto que está sendo algo novo, excelente, mas muito cansativo.

São Paulo episódio II

A ausência de atualizações nesta semana deu-se pelo fato de eu estar em São Paulo acompanhando o colóquio "Tramas do Contemporâneo" no Itaú Cultural e de aproveitar o meu tempo livre lá para fazer turismo junto com os outros 13 selecionados (3 não puderam ir) que visitaram a capital paulista na semana que passou.

Aliás, São Paulo é cidade obrigatória para todo mundo que gosta de cultura ou que faz jornalismo. Tudo lá é incrível, principalmente se você é acostumado com a tranqüilidade e a falta do que fazer das cidades provincianas. Os pontos negativos de lá são os já clichês custo de vida (encontrei skol a 5 reais, um roubo) e a qualidade de vida (poluição, clima ruim, violência).

Tive a oportunidade de conhecer o Museu da Língua Portuguesa, a Galeria do Rock, o bairro da Liberdade, os bares da Vila Madalena. Só faltou ir ao MASP dessa vez. Mas no fim do ano, com toda certeza, conhecerei.

Sobre o Colóquio em si, apesar de não estar me sentindo bem durante o primeiro dia e perder o Renato Mezan falando, aproveitei muita coisa. Gostei muito da mesa do segundo dia com o curador do MASP, Teixeira Coelho e o músico José Miguel Wisnik mediada por Claudiney Ferreira(com y mesmo) em que foi discutida a arte contemporânea em contraposição da cultura. No último dia, rolou um show com o incrível violeiro Alessandro Penezzi e o folk-rock dos matogrossenses do Vanguart. No show ainda tive a oportunidade de trocar uma idéia rápida com a Malu Magalhães (um amor de pessoa).

A ida a São Paulo ainda nos rendeu uma conversa bem legal com o nosso editor do laboratório Rumos Jornalismo Cultural, o José Castello e uma palestra com o sorridente e simpático Matias Molina, autor do livro Os Melhores Jornais do Mundo, da qual todos nós saimos com um exemplar e mais outros 19 títulos sobre jornalismo, cultura e arte.

Ou seja, uma viagem perfeita.

Por que eu sou a favor da TV Pública?

Mais ou menos há um ano e meio atrás eu trabalhei por duas semanas como estagiário de uma TV daqui de Natal. No meu segundo dia de trabalho, um político-jornalista (bicho comum por aqui) foi demitido de outra TV daqui por anunciar oficialmente que apoiaria um candidato para deputado federal que não era o filho do dono da emissora. Eu fiquei puto e achei uma sacanagem com o político-jornalista que, apesar de adotar posições políticas e éticas completamente diferentes da minha, foi demitido por apenas expressar a sua opinião pessoal. Bem, por ingenuidade, sugeri que este caso fosse tratado no telejornal da TV onde eu trabalhava. Em meio a um silêncio e caras de constrangimento dentro da redação, a chefe de reportagem falou que não poderia se pautar aquilo porque era "anti-ético" e a outra emissora, por ser privada, tem a liberdade de demitir ou contratar quem quiser, seja lá que posição política tal pessoa tome.

Bem, depois de ouvir isso, reservei-me a minha posição de mero estagiário e não mais comentei a questão. Mas não deixei de pensar sobre isso. Para mim, um jornalista ser demitido apenas por revelar uma posição política contrária ao veículo onde trabalha é, no mínimo, um atentado a liberdade de expressão do cidadão. Jornalistas não são obrigados a escolher os seus candidatos de acordo com os interesses empresariais e políticos de onde trabalha, mas sim de acordo com uma escolha pessoal, subjetiva e livre. Pelo menos é assim que a minha cabeça funciona. E demitir um profissional por esse motivo constitui uma brecha muita perigosa para os jornalistas aqui do Estado. Agora só trabalha na empresa A se votar em candidato X? E os valores do bom jornalismo que se danem.

Mas depois de pensar, constatei que o pior, ao meu ver, não foi a demissão. Mas sim o fato da outra empresa de TV não considerar aquilo como pauta. Pelo que eu aprendi, a pauta é um determinado assunto que tenha relevância para a população, que siga determinados critérios que levam em conta o interesse social do assunto a ser noticiado. Considero que a demissão puramente política de um jornalista de uma empresa de TV controlada por políticos, tem um interesse social absurdo. Imaginem se a população soubesse que é inconstitucional um político deter uma concessão de Rádio e TV. Imaginem ainda se o povo soubesse que esse mesmo caba de peia demitiu um profissional porque ele afirmou que por razões pessoais votaria em outro candidato. Com toda certeza, pensaria duas vezes quanto a votar no dono da TV ou no filho dele. Afinal, se ele é anti-ético até na sua empresa, imagine ocupando um cargo público. E a emissora não tem coragem de publicar uma notícia dessas, de discutir mídia, de tentar melhorar a forma como o jornalismo é feito por aqui?

Não teve meus caros leitores. E não teve sabe por quê? Porque, no final das contas, ela também é controlada por políticos (certo que era de oposição ao da outra emissora, mas políticos). Porque é interesse político-eleitoral que a mídia potiguar seja sempre pequena, medrosa, com o rabo preso, vivendo às custas da babação à medíocre elite política e econômica local, sem nenhum vestígio de independência. E, se formos pensar friamente, à nível nacional, a imprensa não é muito diferente. Tá certo que na chamada grande mídia, é possível, com bastante dificuldade, ter uma certa independência em relação ao veículo e mais profissionalismo na relação profissional-empresário. Mas ainda está longe do ideal. Por isso que eu defendo com unhas e dentes a TV Pública. Se realmente for como dizem, se realmente não tiver nenhuma ligação com o governo que está no poder, é bem possível que tenhamos um jornalismo e uma programação em geral de qualidade o que fará com que os empresários se mexam e prezem mais pela qualidade da informação do que pelo interesse político dela. Porque, depois da educação, é isso que o Brasil mais precisa, informação de qualidade.
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