Agenda do mês

Eu vi isso num blog e como bom farsante que sou resolvi copiar :) Mas vou fazer de um jeito um pouco diferente, colocarei aqui os eventos do mês e quem tiver mais algum para acrescentar eu atualizo esse post. Vou colocar a agenda também no canto direito desse blog.

Novembro na nossa querida cidade do sol acontecerá:

5 de Novembro:Projeta Brasil do Cinemark. Cinema nacional por apenas dois reais com a exibição de filmes como o "Ano em Que Meus Pais Sairam de Férias" filme que tentará uma indicação para o Oscar como melhor filme estrangeiro, "Saneamento Básico" do incrível Jorge Furtado, o polêmico "Tropa de Elite" e os globais "Cidade dos Homens" e "O Homem que Desafiou o Diabo". Quem quiser encontrar esse blogueiro saiba que segunda-feira ele estará lá.

11 de Novembro: Show do Forgotten Boys no Dosol Rock Bar. Gosto muito da sonoridade e do estilo da banda. Apesar deles terem feito já 2 shows (salvo engano) esse ano por aqui, não vi nenhum e meus ouvidos anseiam por música de qualidade ao vivo. A entrada custa 10 reais.

12 e 13 de Novembro: Terceira edição do Festival Universitário de Curtas, o CurtaCom na FIERN. É um festival que vem crescendo a cada ano e promovido pelos alunos de Radio e TV da UFRN. Houveram 45 curtas inscritos, o mesmo número do Curta Natal e os melhores serão exibidos na TVU. Este ano, como novidade, terá mostra competitiva de fotografia. Vai valer muito a pena conferir, além disso estarei competindo com três fotos minhas. Entrada? de grátis.

15 e 16 de Novembro: Rock na Rua em sua terceira edição. O festival é uma inciativa legal da Camila Pedrassoli e esse ano 11 das 21 bandas foram escolhidas por uma conturbada votação pela internet. A grande parte das bandas que tocarão no festival são muito ruins, tocam o mesmo rock óbvio de sempre. Mas o preço do festival é bom e parte do dinheiro será doado e, como em Natal, é díficil ter algum lugar bom para sair, irei para o festival. Entrada: 1 dia, 3 reais, casadinha: 5 reais.

26 de Novembro: Indie Disco Summer Editions. A edição desse mês trará os divertidos cidadões vindos diretamente de michegan, Barbiekill. Um eletro-rock dançante. Também terá Eletrobilhar, The Cash e discotecagem Rock. Não gosto de eletro-rock, mas curto eletrobilhar e quero conferir o The Cash e a discotecagem rock. Entrada: 5 contos de réis

SEM DATA: B.E.R.E: Festival Barulhos Estranhos Ruídos Esquisitos ADIADO PARA DEZEMBRO.

Reitero: Na medida que aparecer os eventos, eu vou adicionando aqui no Blog e quem tiver boas sugestões, elas serão acatadas com prazer.
"Todo adversário impõe respeito, exceto o América de Natal..."

Luciano do Valle comentando o jogo do São Paulo contra o América


Pobre do nosso mequinha!

Frase do dia

"Nós faremos uma copa para argentino nenhum botar defeito."
Lulão na cerimônia que oficializou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014

O Mossoró da Feira do Livro

Mossoró é um município que fica a aproximadamente 280 kilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. Ela é a segunda maior cidade do Estado e é muito lembrada pelo seu calor infernal, e o famoso termas, um hotel/parque aquático natural com "piscinas" quentes. O povo mossoroense nutre um orgulho ímpar de sua cidade, bem diferente do natalense, que valoriza mais o estrangeiro, o forasteiro. Mossoró foi a primeira cidade a libertar os escravos, 5 anos antes da princesa Isabel (tá certo que por lá não haviam muitos escravos). Em Mossoró, Lampião e seu bando, ou o bando de Lampião sem ele (isso é motivo de polêmica por aqui) foram expulsos da cidade e dizem que o seu principal companheiro, Jararaca, foi morto e enterrado lá, pela própria população. Foi a cidade em que aconteceu o primeiro voto feminino da história do Brasil. E é a cidade do glorioso Baraúnas que, na copa do Brasil de 2005, venceu o Vasco em São Januário por 3 x 0, depois de bela atuação do craque Cícero Ramalho.

Lá na nossa querida Mossoró, existe uma editora chamada A Mossoroense, fundada por Vingt-Un Rosado, membro da família mais influente da cidade. Essa editora possui a maior bibliografia sobre a seca do Brasil com cerca de 900 títulos. Além disso foi responsável por publicações de pessoas anônimas a ilustres como Câmara Cascudo. No auge da editora, chegaram a ser publicados cerca de 400 livros por ano o que a tornou, simplesmente, o maior catálogo de livros publicados no Brasil segundo a Caros Amigos de agosto.

Mas, por que escrevo sobre essa simpática e calorenta cidade agora? Escrevo porque lá está ocorrendo, neste exato momento, a Feira do Livro de Mossoró, com uma programação de fazer babar qualquer cidadão que reside em Natal e que gosta de livros. Está bem melhor que a programação da Bienal do Livro de Natal que ocorreu este ano. E o grande diferencial da Feira: a produção está investindo em escritores novos. Pessoas como Marcelino Freire e João Paulo Cuenca estão lá, além dos nossos queridos jovens escribas Carlos Fialho, Patrício Jr e do já lendário Pablo Capistrano. Fora a presença dos escritores novos, temos o ilustríssimo Xico Sá, o Paulo César Araújo (autor da polêmica biografia de Roberto Carlos), o homem que desafiou o diabo, Nei Leandro de Castro e o global Caco Barcellos. A feira conta ainda com oficinas de conto, de poesia infantil, de cordel e até de blog, ministrada pelo Patrício. E hoje, mais tarde, irá ocorrer um debate sobre literatura e cinema com Daniel Galera, Rodrigo Levino e Nei Leandro de Castro e ao final terá a exibição do longa, O Homem que Desafiou o Diabo.

Ou seja, a feira está sensacional. Quem não pôde ir a Mossoró aproveitar a programação, como eu, fica por aqui corroendo-se por dentro com muita vontade de visitar a cidade e aproveitar essa deliciosa programação. Mas nem tudo são prantos. Pelo blog do Jovens Escribas, do Patrício Jr e a coluna do Rodrigo Levino na Digi, é possível matar um pouco essa vontade de estar lá acompanhando as notícias e notas do que está ocorrendo na nossa querida Mossoró.

Então Voe

- Então voe! Gritou o homem de barba cinza, incrédulo com a audácia do menino.

Marcos era um rapaz teimoso. Sabia que podia voar e não era um velho de barba cinza que o faria desistir. Dentro dessa convicção; pulou do teto de sua casa. De início, teve a súbita sensação de vôo, mas de repente uma força estranha o puxou para baixo com tamanha intensidade que sentiu-se sugado em direção do chão. Acabou numa fratura no braço esquerdo, uma perna quebrada e muita dor de cabeça.

- Tá vendo rapaz teimoso! Disse o homem de barba cinza com aquele ar de superioridade dos adultos frustrados - Tá pensando que é o que? Gente não voa, moleque.

Marcos teve vontade de gritar e mostrar que quase conseguiu. No entanto, vendo que o homem de barba cinza, afinal, tinha razão decidiu sabiamente calar-se ir ao hospital para curar aquele braço enfermo e perna direita que incomodava bastante.

Voltando do hospital, Marcos decidiu estudar os motivos pelos quais o vôo não fora bem sucedido. Subiu até o telhado, estudou minuciosamente as telhas, sentiu o vento no rosto, conferiu altura do local, verificou seu cadernozinho que tinha todas as instruções prévias de vôo copiadas de um desenho animado e tentou imaginar o que lhe fizera cair de modo tão brusco e tão forte no chão. A solução não tardou a vir.

- Sim! O vento! Não havia vento o suficiente naquele momento!

Um sorriso de esperança brotou como nunca naquele rosto de apenas dez anos de idade. Decidiu chamar, com o braço enfaixado, o velho de barba cinza. Agora ele finalmente provaria que voar era algo simples e bastava querer, imaginar e se jogar do telhado de casa para conseguir e que as pessoas eram umas bobas em acreditar naquele troço de gravidade. Imaginação é tudo. Falou-lhe que havia descoberto o motivo pelo qual ele não houvera voado e que agora ele iria voar de verdade e todos iriam ver. O Velho, incrédulo, deu risada da cara do menino e topou presenciar a segunda tentativa.

O menino então subiu para o telhado. Sentiu o vento com força batendo no seu rosto e teve a certeza que era mais do que o suficiente para garantir um bom vôo. Tomando cuidado com o braço e puxando um pouco a perna, estudou o céu e viu que as condições eram as melhores possíveis. Imaginou o oceano visto de cima e os olhares incrédulos das pessoas. Viu-se apertando a mão do Cristo Redentor, dando um olá à Estátua da Liberdade, contornando o mundo todo por cima. Sem falar que poderia também visitar a sua avó que morava numa cidadezinha distante e comer mais um pouco daquela comida que só as avós têm o poder de fazer. Foi tudo tão real que a covardia, já escassa, abandonou o menino, afinal a covardia é a virtude dos que não sonham e dos que não imaginam. Subiu então ao ponto mais alto do teto de sua casa. A uns 30 metros do chão.

A covardia e a razão ainda não houvera abandonado o senhor das barbas cinzas e lhe fizeram gritar:

- Menino louco! Não pule daí, Está muito alto!

Mas era tarde. Marcos já havia pulado. E no momento em que o Velho gritava, ele estava sentindo toda a plenitude do vento batendo em seu rosto. Não acreditava, estava mesmo voado! Via as pessoas lá de cima, sentia uma paz irracional invadir todo o seu ser. O que lhe motivou a dar piruetas pelo ar e a brincar enquanto volitava. Marcos estava experimentando, e tinha a plena noção disso, a felicidade completa e inatingível.

Pensou em fazer tudo aquilo que havia imaginado. Começaria pela Estátua da Liberdade, passaria pela casa da sua avó para comer um daqueles bolos de chocolate. Porém, antes de ir, notou algo interessante. Mas algo lhe chamou a atenção. O senhor de barba cinza estava no chão chorando incessantemente. Ao aproximar-se viu o motivo das lágrimas. Era ele, com a cabeça toda ensangüentada, sem vida, com os olhos ainda abertos, estirado no chão com os braços em forma de cruz, como se abraçasse o chão. Não acreditava naquilo. Não podia ser eu, pensava o menino. Ora ele estava ali, logo ali em cima voando e vendo tudo aquilo. Esse, definitivamente, não sou eu, pensou o menino. Nem o azul dos olhos esse corpo estirado no chão tinha. Tendo a certeza de que aquilo que estava deitado no chão não era a sua essência, partiu em vôo maluco pelo mundo.


Ps. Da série contos antigos. Marina me relembrou da existência dele.

A Mauricinhagem Nariguda

Isso ja é fato público e repetido trocentas vezes. Roubaram um rolex do apresentador global Luciano Huck, em São Paulo, na semana retrasada. Relógio caro e que tinha sido dado pela sua esposa. Após o roubo, indignado (ou emo?), o apresentador escreve um texto falando do absurdo que foi o assalto, logo com ele, que ajuda (?) tanta gente no seu programa de auditório e, ainda, é presidente de uma ONG. Tadinho. E ainda expressa que poderia ter morrido durante o assalto. Ferrez, escritor e músico, escreve um conto, bem criativo por sinal, mostrando o assalto sob a perspectiva do assaltante.

Vamos aos fatos. Uma pessoa foi roubada. Roubo é crime. Logo quem pratica roubo é criminoso. E lugar de criminoso é na cadeia. Isso é uma verdade incontestável e inegável, seja o assaltado Luciano Huck, seja Ritinha, a empregada da minha casa. O assaltante deveria ser preso pelo que fez. Não me resta dúvidas disso.

Mas o que me deixou irritado com o apresentador global foi a forma que expressou a sua "indignação". Como se fosse um absurdo alguma alma sebosa roubar logo dele, um cara tão legal com as pessoas e que, pasmem, nem anda de carro blindado, presidente de uma ONG e que, ainda por cima, ajuda as pessoas no seu programa de auditório. Muito sebosa mesmo essa alma, se fosse uma boa alma, esqueceria o rolex sabendo que o dono dele é o tão legal Luciano Huck. Incrível essa lógica que ele joga no texto, cheia de celebridadismo crônico. Além disso, o apresentador temeu a sua vida, pela primeira vez. Milhares de pessoas honestas e que vivem pagando impostos são obrigadas a conviver com armas apontadas para elas nas periferias e nas favelas brasileiras todos os dias. Seja essas armas de traficantes/criminosos seja armas de policiais mal preparados. E Huck só se indignou com a situação brasileira atual depois que perdeu o seu reloginho de ouro. Ah meu Deus.

Ferrez, em seu texto, apesar de eu descordar um pouco com a afirmação final, foi feliz. Ele conseguiu mostrar (ou pelo menos tentou) para o global que a "ajuda" dele no seu programa de auditório, não passa de submeter pessoas a situações ridículas, inclusive humilhações, para ganhar uma mixaria, porque, se fosse colocado na mesa o quanto a Globo fatura em contratos publicitários no programa de Huck, verão que os 10, ou por vezes, 30 mil que ele oferece no programa não chegam nem a 5% de tudo o que ganham com as situações humilhantes que fazem o povo passar. Foi feliz também em mostrar o oceano de diferença entre Huck e o criminoso. Se o assaltante fosse pego depois do crime, levado uma surra dos policiais e depois morresse na cadeia, por causa de um Rolex que garanto a todos, Luciano Huck tem dinheiro para comprar mais 100 no mês que vem, ele viraria mera estatística. Se o global morresse, seria um festival de comoção nacional contra a violência do país e pela morte do apresentador. Não duvido que pediriam até o impeachment do presidente por causa do narigudo. E talvez fosse até bom que ele morresse mesmo, porque ai pressionaria o governo (que infelizmente só funciona sob pressão) para melhorar as políticas de segurança pública e sociais.

Ou seja, seu artigo na folha não passou de um mijada nas calças de um mauricinho que não conhece 10% da realidade brasileira. E que fora as revistas de celebridades, não teve quase nenhum impacto na mídia nacional. Apesar de eu concordar com algumas reflexões que ele faz quanto a necessidade gritante de melhoria na segurança pública e sociais nesse país. Pena que ele foi só entender isso depois que a violência bateu a sua porta, como acontece com a maioria dos brasileiros e políticos desse país.

Enfim, o que me deixou mais puto nessa história toda, foi o kibeloco. Eu já havia percebido uma queda na qualidade das piadas do site e um interesse maior nas piadas políticas quando o Tabet se vendeu para a Globo. Principalmente piadas de mal gosto contra políticos ou situações políticas, sempre dentro do espectro editorial da emissora. Antes as piadas quase não tinham esse aspecto político degenerativo e eram mais tiração de onda mesmo. Mas a piadinha que ele fez sobre o Ferrez, foi completamente estúpida e sem graça. Uma das piores que vi no site (acompanho o kibeloco desde 2004). O que me faz pensar que o Tabet não vendeu apenas o domínio do seu site e a sua inteligência (o que são coisas em que não há problemas em serem vendidas) mas a sua alma. Lamentável.

O Radiohead da MP3


Para quem não sabe, o In Rainbows, o último CD do Radiohead, foi disponibilizado na Internet. Você pode baixá-lo diretamente no site oficial sem pagar nada, ou pagar a quantia que quiser pelo disco. Álbum, aliás, muito bom. Essa atitude da banda inglesa fez reacender o velho debate das gravadoras x mp3 e pode representar um marco na mudança das relações entre consumidor musical e vendedor/produtor.

Sinceramente, para mim, os ingleses estão de parabéns. Não adianta ficar insistindo na mesma tecla que a MP3 é ilegal, nem ficar proibindo o acesso a ela, isso não vai adiantar de nada como não adiantou nos últimos 8 anos. A MP3 é a grande revolução cultural do século XXI. E ganha quem souber melhor utilizá-la. O formato mudou até mesmo o conceito de fama, de celebridade no rock, exigiu dos artistas performances ao vivo para serem valorizados. Acabou com a "febre dos singles", quando uma banda estourava porque conseguia fazer uma única boa música. Cansei de ouvir bandas de uma música só e de CD ruim. Acabou (ou pelo menos quase) com o jabá das rádios. Acabou com artistas fabricados em laboratório (aqueles que conseguiam lançar um CD não por talento, mas por corrigir distorções na voz ou nos instrumentos em estúdio). Hoje uma banda é boa porque conseguiu fazer um álbum realmente bom, porque faz performaces boas e nos shows vende os seus CDs, as suas camisas, bottons e etc.

E o mais importante, a MP3 fez renascer os festivais de música. Tem em todo o país e de todas as vertentes do rock. Os festivais são excelentes para bandas novas, para a projeção delas no país e para o público que pode ver o que é produzido em escala nacional, ao vivo, porque o produtor do festival ouviu o álbum de uma banda lá dos cafundó do breja e gostou. Não havia grandes festivais no auge das gravadoras, ali na década de 80 e 90. Não havia inovação musical. E a relação artista-fã era algo separado por rios de distância. Hoje você pode tomar uma cerveja com o pessoal de uma das suas bandas preferidas, discutir música com ele e até virar seu amigo.

A MP3 democratizou o rock. A música, em si, ainda não. A MPB agora está seguindo nessa onda, com artistas novos, criativos e que fazem sucesso graças a grande rede. A Mp3 é a nossa grande revolução cultural. Tá certo que foi responsável pela demissão de muita gente, mas isso aconteceu porque os empresários da música ainda não aprenderam a pensar em como se readaptar nesse novo universo. Pensam apenas nos lucros bilhonários que não têm mais. Para o músico, o bom músico, foi melhor porque valorizou a qualidade e o talento dele, não a difusão massificada de "pseudo músicos". E o faturamento das bandas, tá certo, diminiu, mas ainda é bom para quem faz música por prazer e dá sim para sobreviver nesses tempos de capitalismo selvagem.

Seleção do Itau Cultural

Finalmente posso colocar a boca no mundo e falar:

Esse distindo blogueiro foi um dos 17 universitários selecionados no concurso do Itaú Cultural Rumos 2007, na categoria webreportagem de Jornalismo Cultural, com uma matéria sobre o vídeo documentário A Gente se Ri, da produtora independente daqui do Estado, o Fotogramas Cultura e Mídia.

Segunda-feira, o release estará sendo enviado para toda a imprensa com a divulgação dessa notícia :D

Não sei se posso disponibilizar aqui a reportagem que fiz que me rendeu essa seleção. Vou tirar as minhas dúvidas quanto a isso e se possível, colocarei-a aqui. Mas quase não consigo me conter aqui de felicidade por essa seleção. Entrei no concurso para participar da categoria videoreportagem, inicialmente, com uma reportagem que eu tinha feito sobre os Jovens Escribas, em abril deste ano. Mas não consegui encontrar a fita na TVU a tempo. Quando vi que era possível cadastrar uma reportagem para web (tipo de jornalismo que eu quero seguir), me animei e fiz a reportagem sobre o documentário. Não esperava nem um pouco ser selecionado, eram 70 inscritos na minha categoria e no máximo três iriam ser contemplados.

E, quando estava de bobeira, recebi a ligação do Itaú falando que eu tinha sido selecionado. Tô muito feliz, porque essa seleção não será boa apenas para mim, será também para o curso de Comunicação Social da UFRN, descreditado por muita gente que não conhece nem 10% da nossa realidade atual. Temos problemas lá, temos inúmeros, mas também temos coisas excelentes que contribuem muito para as pessoas que querem realmente se formar como profissionais da mídia.

De resto, é só esperar a viagem para São Paulo no final do ano e participar do laboratório de jornalismo cultural (sempre quis conhecer São Paulo) que será realizado no ano que vem com uma bolsa mensal para os participantes e um monte de outras coisas lá que estou com preguiça de citá-las.

E tomaaaaaar uma para comemorar :D

Batata

Parecia uma celebridade. A multidão acotovelava-se diante de uma grande porta branca que tinha um cartaz na frente escrito em vermelho: É permitida apenas a entrada de funcionários no local. A batata era a coisa mais falada e esperada do supermercado até então.. Vez ou outra, alguma das senhoras, baixinhas e com óculos, impaciente gritava "a batata ai demorar!?" para algum dos funcionários, vestidos de brancos e que tinham livre acesso a porta da felicidade. O silêncio dos funcionários era enigmático.

De súbito, sai um homem com cinco sacos cheios de batatinha inglesa. Os seus colegas atrás dele abrem sorrisos. E a multidão, enfurecida, quase derruba o pobre funcionário e consegue, ainda que no chão, abrir a unhadas ferozes uma das sacas. O pobre funcionário, assustado, volta para o interior do seu refúgio. Eram corvos descontrolados catando cada batata que viam. Não havia tempo sequer para respirar, se não perderia as batatas. O saco assistia, despedaçado, a fúria de vários seres humanos, principalmente do sexo feminino, catando enlouquecidamente os tubérculos que ele carregava.

Os mais fracos e os que não se dispuseram a "virar mundiça", como reza o vocabulário local, reclamavam atrás dos corvos que as batatas mal sairam de perto da grande porta e que só alguns poucos tiveram a oportunidade de catar uma daquelas maravilhas. Dentro da sala, pela porta transparente, dava para notar que os trabalhadores do supermercado estudavam a melhor forma de passar pela multidão e depositar as batatas no lugar em que elas deveriam ficar. Um, corajoso, dispõe-se a levá-las em bacias quadradas. Ele espera a multidão esvaziar o saco, estralhaçado no chão, e sai, corajoso, por entre homens, mulheres e crianças insandecidos para pegar uma batata. Já próximo do seu destino, alguém, com certeza mais apressado, enfia a mão em uma das bacias e o povo, invejoso da inteligência e da rapidez de fulano, repete a sua atitude. Resultado: o pobre do funcionário quase despenca no meio da multidão segurando quatro bacias lotadas do vegetal precioso. Por pouco não acontece uma tragédia da batata no Rede Mais Ponta Negra.

Essa cena eu tive o (des)prazer de ver hoje, de perto, enquanto aproveitava a liquidação de aniversário (?) do supermercado Rede Mais, próximo da minha casa. Nunca vi supermercado mais lotado. Pudera, a maioria dos produtos estavam bem abaixo do preço normal. As batatas, por exemplo, custavam a bagatela de 29 centavos o kilo. O que deve ter movimentado, com toda a certeza, o comércio de vendedores de batatas-fritas das paradas de ônibus e locais de grande concentração de público em Natal. Batatas-fritas, aliás, muito gostosas, apesar da excessiva quantidade de óleo e do modo, digamos, natural que elas são preparadas.

Essa promoção ocorreu mais mesmo por causa da inauguração do hipermercado Extra, ao lado do nosso querido e simpático Rede Mais. O Extra tem o dobro da extensão do Rede Mais e ainda por cima, faz parte de uma rede de supermercados brasileiros riquissima e presente em quase todos as grandes capitais brasileiras. Exatamente por isso e pelos lucros altíssimos que a rede deve ter, faz possível que ela entre em competição de igual para igual com os também gigantes Hiperbompreço (comprado pela multinacional Wal-Mart) e o conhecido Carrefour. Os mercados menores, como o Rede Mais e o Nordestão (não tem nem site), os únicos remanescentes desde a chegada do Carrefour em Natal, há cerca de 10 anos, tem que apelar para promoções loucas e clientes fiés para se manterem no mercado. Se não, terão o mesmo destino que outros tantos supermercados de empresas menores tiveram: a falência.

Enfim, não vou dar uma de defensor dos pequenos supermercados, nem criarei uma ONG para isso, mas o que me dói mesmo foi não ter levado a minha câmera para registrar em fotos o que eu vi no Rede Mais agora pouco.

Fraude em concurso do FestNatal

O FestNatal estava realizando um concurso, via internet, do melhor apresentador de telejornais aqui do Estado. Um amigo meu, Thiago César, é apresentador de um programa na TV União e por não ser um programa lá de grande audiência e ele ser um mero estudante de jornalismo, a foto dele nem o programa constavam na lista de votação. No entanto, podia-se votar em "outro", preenchendo o nome do candidato.

Alguns colegas da faculdade fizeram uma campanha dentro do curso mesmo entre os conhecidos de Thiago para votarem nele todos os dias. Resultado, nosso querido amigo ganhou a foto dele no site e começou a ficar em primeiro lugar nas votações. Todo mundo votava todo dia só para ver até aonde isso tinha que dar (só era permitido um voto por dia). O segundo colocado era Geider Henrique, apresentador da TV Cabugi, retransmissora da Globo aqui em Natal e, quando notaram que Geider estava perdendo para um simples aspirante a foca, começaram a enviar recados de um perfil fake para Thiago supondo que ele estaria usando métodos ilícitos para conseguir votos. Mas isso não existiu. O que acontecia era que vivíamos no site votando no nosso nobre amigo. De repente, de um dia para o outro (eu votava e acompanhava os resultados diariamente), Geider conseguiu 200 votos, tirando a diferença de votos de Thiago e abrindo mais 100 de vantagem. O apresentador poderia estar muito bem fazendo campanha em prol dele, ou não.

Acontece que ontem a assessoria do FestNatal divulgou nota dizendo estar cancelado o concurso por suspeita de fraude e informando ainda que alguns apresentadores teriam se retirado oficialmente por conta disso.

Muito estranho, só espero que não pensem que Thiago usou de fraude para conseguir seus votos porque eu e mais um monte de gente do curso de Comunicação da UFRN votavamos diariamente nele. E muito estranho também essa ânsia de Geider de ganhar um concurso que para ele não terá significado nenhum além de um troféu em casa e uma foto no jornal.
A Cooperativa Cultural da UFRN realiza concurso de contos e poesias em comemoração aos seus 30 anos de existência. O regulamento está disponível no site. O concurso é aberto para alunos, professores e funcionários da universidade. A premiação será em dinheiro e créditos para compra de livros. O 1º colocado receberá um cheque de mil reais da entidade, mais 200 reais de créditos para compra de livros. Um baita prêmio.

O autor desse blog irá participar, apesar de pensar que não tem contos suficientemente bons para tal. No entanto, ele não sabe qual conto escolher, este, ou este, ou algum mais antigo (olhar arquivo)? Quem me ajudar e eu for premiado, será devidamente recompensado.

Hiato criativo

O hiato criativo ficou famoso depois que Los Hermanos se referiram a ele como motivo da sua separação, para tristeza de muitos fãs e alegria de outras pessoas. Eu, pessoalmente, achei bom terminarem (ou se dedicarem a outros projetos, como reza o eufemismo musical) . Eu gostava de Los Hermanos, mas eles já deram o que tinha que dar e o projeto novo do Amarante com o músico Devendra Banhart parece ser interessante.

Enfim, voltando o hiato criativo. Googloando essa palavra, ou melhor, essas duas palavras, nota-se que muitos posts em muitos blogs são sobre esse determinado assunto. Inclusive, um blog é batizado com esse nome. Hiato criativo. O termo hiato é classificação gramatical que tem o seu oposto o ditongo. O hiato, para quem não se recorda das aulas de gramática do ensino fundamental, acontece quando, ao separar as sílabas de determinada palavra, duas vogais se separam. Canoa, por exemplo, é um hiato.

Eu não preciso definir criatividade aqui, porque imagino que o leitor desse blog sabe o significado dessa palavra. Mas criativo, no termo, hiato criativo, é uma qualificação. Funciona como um adjetivo. É um hiato, mas que é criativo. Hum, vejamos. Hiato é separação das vogais nas sílabas. Logo hiato criativo seria a separação criativa das vogais nas sílabas e não teria nada a ver com falta de inspiração algo que remeta a isso (ou teria e eu estou sendo chato?). Enfim, mas é uma boa junção de palavras, tem uma sonoridade legal e é o hype do momento para se referir a falta de criatividade.

E é exatamente isso que eu estou passando. Falta de criatividade para escrever no blog. Falta de assunto mesmo. E a pior coisa que existe é escrever sem tesão. As palavras não fluem e o texto acaba saindo uma merda. Quase como esse aqui. Espero que os meus poucos leitores compreendam.

Ah e existe até uma comunidade no orkut com esse nome.

Fotografia


apresentacao_cerro_cora (28), upload feito originalmente por fabiorosk.

Essa foto me emocionou de um jeito, essa menina é a coisa mais linda que eu ja vi.. Com toda certeza, para mim, a melhor foto que eu tirei :)

Ah, to sem postar esses dias por conta do meu trabalho na FOTEC durante a CIENTEC 2007, semana que vem, voltarei ao normal (acho).

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