O Kama Sutra da IURD

Retirada do livro "Castigo Divino" Da Igreja Universal do Reino de Deus - (Edir Macedo).


Veja os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais:

Posição de 4:
É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira FICA com sua alma amaldiçoada e fétida.

Sexo Oral :
O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas.
A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar OS sabores.
A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos.
E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.

Sexo Anal:
O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias.
É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos, baratas e
mendigos.
A pessoa que sodomia ou é sodomizada ela se iguala a um rato pestilento.
Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado.
Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
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Agora a maneira certa:

Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha:

Posição Recomendada:

O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.

Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração.

O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide.

Depois do ato sexual, os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer
proibido do orgasmo. Como penitência... O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.


Neste caso, prefiro queimar no inferno mesmo. Detalhe para o altíssimo nível de conhecimentos genicológicos do nobre bispo, "A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos." anham, seu bispo, o senhor é um gênio, é claro, todas as mulheres que engolem esperma não tem filhos e por isso estamos sofrendo uma queda de natalidade tremenda. O senhor é um gênio, seu Edir Macedo.

O que me deixa mais puto em algumas religiões é que seus bispos falam meia dúzia de merda que nem eles acreditam e as pessoas menos instruídas ouvem e tiram aquilo como verdade universal. Duvido muito que Edir Macedo sequer siga as regras desta cartilha.

A manipulação, aproveitando-se de gente com pouca educação e colocando o medo do inferno, é algo abominável. É crime. Não sou contra a religião evangélica e a nenhuma outra religião, mas sou puto com essa lavagem cerebral que algumas igrejas fazem para se aproveitar do dinheiro das pessoas.

Lamentável.

Rapidinhas - MADA e Beckham

Duas atrações já foram confirmadas para o MADA 2008, em agosto. Uma delas é a banda revelação de 2007 em Natal, Barbiekill. O grupo faz um eletro-rock dançante e irreverente com originalidade e que vem ganhando cada vez mais fãs no cenário potiguar. A outra banda confirmada é a carioca Macanjo que, segundo a coluna Bazar do jornalista Alex de Souza (aliás, coluna mais do que recomendada) venceu o Festival B de Banda promovida pelo Jornal do Brasil que fechou uma parceria com o MADA.

Apesar de não ser lá muito entusiasta do eletro-rock, estou em feliz em saber que o Barbiekill vai tocar. Eles merecem, são muito bons no que fazem e saem da rotinazinha de ritmo das bandas daqui. Sobre Macanjo, nunca ouvi, vou procurar escutar para depois fazer comentários.

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O Inglês David Beckham estará em Natal amanhã (terça, 29/01). O jogador de futebol vem para as terras potiguares fazer propaganda do *Mega Resort que querem construir na Praia de Pitangui e da escolinha de futebol que ele pretende abrir dentro do Resort.*

Já é a quarta grande celebridade que vem aqui por causa de um empreendimento turístico Antes de Beckham, vieram à Natal os jogadores Ronaldo, Kaká e o ator Antonio Banderas.

Só espero que esse excesso de luzes não ofusque os olhos dos órgãos públicos que irão fiscalizar a legalidade ambiental da obra.

ERRATA

Confundi-me com os Resorts do litoral norte.

Beckham, na verdade, veio fazer propaganda de outro Resort que será construído no município Cabo de São Roque próximo a praia de Barra de Maxaranguape, a 50km de Natal. Este empreendimento é iniciativa de uma empresa norueguesa a "Brazil Development". O famigerado Mega Resort "Grand Golfe Natal" é de uma empresa espanhola, o grupo Sanchez que tem como seus garotos propagandas o jogador Ronaldo e o ator Antonio Banderas.

Natal ainda é um paraíso?

Quando eu me mudei para Natal, há exatos 12 anos atrás, lembro-me bem dos motivos que fizeram minha mãe trocar a bela cidade de Campo Grande no Mato Grosso do Sul, por uma cidadezinha simpática, calourenta, localizada na ponta do nordeste, num estado com o formato de um elefante. E os motivos foram exatamente estes: As belas praias, a tranquilidade, o baixo custo de vida e o ar mais puro da américa latina.

Eu não compreendia muito bem, à época, o significado disso para a da qualidade de vida da minha família. Na verdade, eu queria mesmo era morar na secura de Brasília, cidade onde eu nasci e estava a maior parte dos meus tios, primos e etc... E cidade que já começava a apresentar os problemas urbanos comuns a grandes cidades do terceiro mundo, como a violência urbana e o alto custo de vida. Mas minha mãe insistira nesta mudança também por causa de um problema respiratório que o meu irmão recém nascido sofria.

Lembro bem quando cheguei em Natal, uma cidade que eu mal ouvira falar na escola até então. Morei inicialmente numa casinha lá na vila de Ponta Negra, bem próxima ao mar, alugada por temporada. Eu lembro de uma Natal vazia, tranquila, onde podíamos brincar na rua tranqüilamente e onde o nosso maior medo era se perder na vastidão da praia de Ponta Negra com as suas barracas à beira mar e o seu peixe frito na hora. Quando andávamos de carro, víamos uma cidade recheada de terrenos vazios, de casinhas pequenas, sem os grandes shoppings que tinham na capital federal ou grandes prédios. Um lugar realmente muito tranquilo e muito belo que cheirava a maresia.

Doze anos se passaram e muito do clima tranqüilo daqui foi embora. Natal hoje sofre com problemas sérios resultado do crescimento urbano desordenado. Um deles é a violência, este mês por exemplo, estamos com uma média de um assassinato por dia, fora os assaltos e roubos cada vez mais comuns. A polícia, ainda com uma estrutura de cidade de interior, sofre para tentar resolver os casos, mas muitos terminam sem solução. Hoje não é mais recomendável que se brinque, em certos horários, na rua, como era antigamente.

O crescimento vertical é um outro problema. Natal, em extensão, é uma cidade pequena e que não tem mais para onde crescer. Resultado, prédios, prédios e mais prédios imensos foram e estão sendo construídos o que está começando a impedir a circulação de ar na cidade e está transformando Natal numa grande ilha de calor. Como se não bastasse, estes prédios não são construídos para o povo natalense. O crescimento exponencial e desorganizado do turismo, sobretudo do turismo estrangeiro, está tirando a cada dia a cidade do seu povo e a transferindo para espanhóis, portugueses, holandeses... Os empreendimentos são direcionados aos estrangeiros e com preços altíssimos, impagáveis para a maior parte da população. E ainda, muitos deles não respeitam o nosso meio ambiente.

Em Pitangui, praia próxima da capital, por exemplo, existe um projeto de um grupo estrangeiro para a construção de um Mega Resort, com campos de golfes e tudo mais, em cima de uma duna, num local onde até um dia desses era proibido a construção de empreendimentos. E pasmem, meus colegas, o Mega Resort abrigará cerca de 160 mil estrangeiros (ele está sendo vendido na Europa), e o IDEMA, órgão responsável pelas licenças ambientais, deu legalidade a construção. O Ministério Público Federal entrou recentemente com um recurso na justiça para impedir que tal abuso contra a nossa natureza seja feito. Construção em cima de dunas acabam com a circulação de ar da cidade, contaminam os lençóis freáticos e podem acabar com a biodiversidade do local.

E o turismo desordenado está trazendo mais dois problemas sérios para a capital. O sexo turismo e o aumento absurdo do custo de vida. Em alguns locais, principalmente naqueles com maior número de turistas, os preços aumentaram de uma forma várias vezes superior ao aumento da renda do natalense. Além disso, nestes mesmos locais, houve um inchaço no número de prostitutas e travestis. E o pior, vê-se crianças também imersas no mundo da prostituição. Natal chegou a ser capa do jornal espanhol, El Mundo, intitulando a cidade de Europrostíbulo, tamanho é o problema da prostitução. Os órgãos públicos tentaram diminuir com uma campanha publicitária tímida, logo após a reportagem do El Mundo, mas hoje, quase dois anos depois da publicação, vemos a mesma situação, ou pior. O fato é que o lobby do sexo turismo, que movimenta milhões e milhões de euros por aqui é forte e dificilmente teremos uma solução para este problema.

Fora isso tudo, Natal ainda está sofrendo problemas de trânsito, resultado do grande número de carros e da péssima infra-estrutura de transportes. A população aqui quase dobrou nos últimos 10 anos, saímos de 400 mil para 800 mil habitantes e a estimativa é que daqui a alguns anos Natal se torne uma metrópole. A infra-estrutura de estradas não seguiu este aumento da população e ainda tem um agravante, o natalense gosta de comprar carro, é algo cultural aqui. É comum ver gente cheio de dívidas, com casas pequenas, mas com o carro do ano, ou famílias em que cada membro tem o seu veículo próprio. Resultado, além do trânsito péssimo, a poluição. Não sei se ainda temos o ar mais puro da América Latina, acho bem provável que não.

O que nos resta ainda são as belas praias. Mas não as de Natal, lotadas de turistas e de hotéis imensos, mas as do interior, ainda marcadas por uma tranquilidade e uma beleza sem igual e ainda com aquele resquício paradísiaco de tranquilidade que habitava antigamente por aqui. É uma pena presenciar este crescimento desordenado que está causando tantos problemas a simpática cidade que é Natal. E talvez, daqui a alguns anos, nem simpática mais seremos, mas sim uma cidade sisuda, feia e fedorenta, sem nada do que era o paraíso de antigamente, o paraíso da cidade que vim morar.

Eu Sou a Lenda


O texto tem revelações sobre a história do filme

Will Smith é um dos atores mais versáteis do cinema norte-americano contemporâneo. Nascido na Filadélfia, o ator que também é rapper, tem o seu nome anotado na ficha técnica de filmes de comédia, ação, drama, ficção, aventura. Na maior parte deles desempenhando o papel de ator principal, função que ele começou a exercer depois do sucesso na música e do seriado The Fresh Prince of Bel-Air da rede NBC. Fora isso, Smith ainda atuou como dublador na animação O Espanta Tubarões da Dreamworks.

Will é como um jogador de futebol mediano. Faz o feijão com arroz bem e é estável, não erra muitas bolas, mas também não faz jogadas geniais. Sendo que com um diferencial bom: ele tem facilidade em jogar em posições diferentes, ou se adaptar a perfis distintos de personagens. Recentemente ele se destacou no regular À Procura da Felicidade, de Gabriele Muccino. Filme que lhe rendeu uma indicação para o Oscar de melhor ator no ano passado. Segunda indicação de sua carreira.

Eu Sou a Lenda é um filme que procura tirar o máximo da versatilidade do ator. Nele vemos um Will Smith à la Schwarzenegger, caçando veados com um rifle em plena Nova Iorque, ou resgatando seu cachorro da posse de zumbis malignos; ou então o cientista, tentando achar a cura para o vírus que transforma seres humanos em algo parecido com zumbis; tem o Wil dramático, à procura de companhia numa Nova Iorque fantasma, completamente vazia e chorando a morte do seu cachorro Sam. Tem até o Will dublador, numa cena em que o ator dubla uma parte do filme Shrek. E essa versatilidade excessiva do protagonista, pra mim, é um dos pontos fracos do filme.

No longa, estamos em 2012, num mundo onde 90% dos seres humanos morreram e 9% involuiram para um estágio animalesco. Matam à procura de sangue e são fortes e velozes para isso. E apenas 1%, imune ao vírus, são da forma como conhecemos. Aliás, o prelúdio da história não foi muito bem explicado pelo filme, o que se sabe é que um vírus, que deveria curar o câncer, tinha um efeito colateral e transformava as pessoas em zumbis. E o pior, ele é altamente contagioso e sem cura. Por algum motivo, o cientista/atleta Richard Neville (Will Smith) era imune a infecção do vírus e procurava a cura e companhia, afinal todos estavam mortos e, os que não morreram, transformaram-se nessa espécie de zumbi, sensíveis a luz solar e extremamente perigosos.

No entanto ele não é nada do que podemos esperar de alguém que vive a muito tempo sem ver ninguém, morando numa Nova Iorque completamente vazia (com exceção dos veados e dos zumbis) e que, ainda por cima, viu a sua mulher e filha morrerem. O protagonista é forte, dificilmente tem recaídas e é bem humorado. Usa manequins e a simpática cadela Sam para aliviar a solidão e quase sempre o vemos alegre ouvindo incansavelmente Three Little Birds do Bob Marley. Pare e imagine, caro leitor, qualquer ser humano, em uma situação idêntica teria crises de depressão e angústia, usaria drogas, tentaria suicídio, ou mesmo que tivesse a força para tentar resolver aquilo, teria crises pesadas de tristeza e solidão. O que, com exceção de um único momento, mal feito ainda, o personagem tem. Falta humanidade ao protagonista. Tá, ok, o cara é uma lenda, mas é humano, de carne e osso, portanto suscetível a fraquezas e a defeitos.

Mas va lá, o filme é divertido, anima, é bom pra passar o tempo, uma ótima opção para uma sessão da tarde em 2012, por exemplo. A idéia até que é boa, porque se baseia numa risco real que a manipulação genética pode proporcionar e ainda faz umas reflexões legais sobre a existência de Deus. Mas a execução tropeça muito e o final é decepcionante. Não vale muito a pena pagar o ingresso do cinema para vê-lo, a não ser pelos efeitos especiais. Aliás, muito bem trabalhados. Pelo menos aí o filme é nota 10.

Sobre a mudança no layout

É sério, não era pra mudar. Mas a minha super cabeça conseguiu a proeza de trocar os códigos de fontes do blog que eu estava editando com as do template do meu blog (fui ver um código que tinha no meu para copiar para o outro e devo ter confundido as abas).

Resultado: quando eu entro de manhã para ver se há algum comentário novo, entro num blog com o layout totalmente diferente.

E o pior, eu não tenho o backup do antigo.

Ok, mas ja estava na hora de mudar mesmo. Ano novo, layout novo.

Mada com data definida

Jomardo Jomas, homem forte do MADA, anunciou na comunidade as datas do festival que este ano acontecerá entre nos dias 7. 8 e 9 de agosto.

O Mada, que acontecia normalmente em maio mudou de data por conta de duas edições serem seriamente prejudicadas por causa das chuvas (maio a julho é o periodo de chuvas em Natal).

O local, até onde consta, será o mesmo, a arena do Imirá. No ano passado o evento trouxe bandas como Montage, Móveis Coloniais de Acaju, Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi dentre outras.

Agosto também o mês do festival Dosol, que este ano irá completar a sua quarta edição.

O Mada


O Música Alimento da Alma faz 10 anos em 2008 e as expectativas para o evento são excelentes. Primeiro porque o festival foi inscrito e aprovado no 1º Edital Petrobrás de Festivais de Música e terá o financiamento de 200 mil reais para a sua realização. Segundo é que por conta do adiamento do evento durante o ano serão realizadas seletivas com bandas independentes que querem tocar no festival e o melhor, nas seletivas tocarão as bandas que fizeram os melhores shows durante os 10 anos do evento. Uma cereja deliciosa no sorvete de qualquer natalense que gosta de boa música. Esperemos.

O diálogo e A novidade

"- Que graça! Vocês artistas são todos iguais. Acham que só vocês são diferentes. Os artistas acham que tudo o que está em volta é uma coisa de um tipo e eles são uma coisa de outro tipo de coisa.

- Lógico... Quando o dentista obtura bem o seu dente você não levanta odontologicamente da cadeira e começa a aplaudi-lo. Nem fica ali comentando o trabalho dele depois da consulta."

Na categoria melhor diálogo, tirado do conto A Pequena Japonesa de Valéria Calado do CD audioficções distribuído pelo Itaú Cultural.

Aliás, que bela idéia essa heim, misturar literatura com música, ouvir aquilo que foi escrito adaptado e interpretado por outros artistas.

Sim, e uma novidade: este blogueiro estará em São Paulo novamente, via Itaú, of course, junto dos ilustríssimos selecionados por todo o programa Rumos em 2007.

Ou seja, só gente de peso, novamente.

Não caibo na minha felicidade.

A arte segundo a classe média

A inteira do cinema em Natal custa entre, 7 e 15 reais, dependendo do local, do dia e do horário escolhido.

Um show de rock/MPB em Natal, custa em média entre 7 e 25 reais e depende de fatores como o local a ser realizado o show e a banda que irá tocar.

Um livro, ou um CD original, custam em média de 15 a 50 reais. Um DVD original de 13 a 60.

Uma peça de teatro, entre 10 e 25 reais.

A arte no Brasil é cara.

Tão caro quanto uma camiseta, uma calça ou uma bermuda na C&A.

Mais cara que um lanche no MC Donald's.

Indo ao teatro numa sexta-feira a noite paga-se o absurdo de 10 reais, quase uma caixa de skol geladinha no Extra.

Consumir arte na semana pode atrapalhar as finanças destinadas ao churrasco no fim de semana.

Ou então, durante um mês, pode sair até mais caro que um celular da moda.

Ou então impedir de comprar aquele vestido daquela grife famosa.

Ou o mais novo tênis da Nike

A arte no Brasil é um absurdo mesmo.

Não sei porque ainda fazem artistas.

Retrospectiva

Muitos desistiram de esperar. Outros tantos pensaram que não ia sair. E uns ainda mantinham um leve fio de esperança que este dia chegasse. E chegou.

Hoje, quinta-feira, 10 de janeiro, com mais de 10 dias de atraso sairá a retrospectiva 2007 do blogdorosk. Motivos variados como férias, verão e sobretudo a presença dos meus queridos tios por aqui dificultou um pouco (?) a atualização em ritmo normal deste blog, incluindo estes posts clichês de fim de ano. Atrasou mas não cancelou.

Vamos lá.

Primeiro, antes de começar quero dizer que pensei em fazer uma lista dos 5 melhores de categorias como filmes, música, literatura e shows... que eu vi/li/ouvi em 2007, mas iria ser uma coisa complicada e eu, certamente, cometeria injustiças. O motivo é simples, vi muito filme, li muito livro vi muito, mas muito shows mesmo no ano passado. Só no quesito bandas que eu teria dificuldade em listar, principalmente as daqui de Natal, já que pouca coisa nova e boa apareceu. Então decidi fazer uma breve e singela retrospectiva mesmo que me deu trabalho e a sensação de que, ainda, faltou citar muita coisa.

Shows

Em 2007 tive o prazer de ver shows incríveis como Hello Saferide, Cibelle e Nouvelle Vague no Coquetel Molotov, ou Phoenix no Nokia Trends, ou então Móveis Coloniais de Acaju no MADA. Dizer qual deles foi o melhor, sem dúvidas e sem ficar com uma pontinha de injustiça, é quase impossível. Mas, por um fio de cabelo de distância, destaco o show do Móveis. E esse destaque vem pela surpresa. Nunca esperava uma ciranda imensa no meio da chuva, nem o cover de Portishead e muito menos a energia que foi aquilo tudo, com a chuva para abençoar os dançantes. Mas isso não desmerece os outros shows, Cibelle e Hello Saferide me deixaram arrepiado e Nouvelle Vague superou com folga todas as minhas expectativas. Das bandas natalenses, o meu destaque vai para Bonnies. Os caras sabem fazer show quando querem. E o show deles que rolou numa festinha la na universidade foi excepcional, com direito a covers muito bem tocados de Chuck Berry e Little Richards.

Sobre os eventos de música em si dá pra falar da merda do ano. A merda do ano em evento no cenário rocker natalense foi, sem dúvida nenhuma, a escolha via internet das bandas que iriam tocar no festival Rock na Rua. A idéia foi sensacional, afinal era a democracia, o público do festival iria escolher as bandas que queria ouvir no evento. Ótimo para o evento, ótimo para o público e ótimo para as bandas. E seria ótimo mesmo se as bandas concorrentes, sobretudo as menores, não ficassem mudando o IP e ficassem votando nelas mesmas o dia inteiro e se a produção não tivesse escorregado na divulgação dos resultados parciais. E a merda, que no inicio parecia pequena, cresceu e virou um baita tolete na noite do evento. O que foi triste, porque a estrutura do evento estava realmente muito boa. Resultado: bandas despreparadas que não tinham público nenhum e que mal sabiam afinar o instrumento se apresentaram na bela estrutura montada na Tavares Lira, Ribeira, com direito a integrante de uma dessas bandas corruptas, admitir diante do público que estava ali porque fraudou a votação. E o tamanho do tolete não parou por aí, a produção do evento ainda contou com a má sorte de ocorrerem vários imprevistos, inclusive com a STTU (órgão municipal de trânsito) que causou um atraso de 3 horas do evento, afastando ainda mais o minguado público. E o Rock na Rua que tinha uma idéia tão legal, que teve duas edições anteriores muito boas amargou um fracasso desmerecido. Espero muito que continuem no ano que vem, mas sem votação pela internet.


Bandas

Falar sobre as bandas de Natal em 2007 é definitivamente não ter muito o que falar. Foi tudo muito mais do mesmo e as boas bandas da cidade não lançaram nada de novo em 2007. E as que lançaram material novo, não convenceram. O revolver, por exemplo, que eu citei como revelação em 2006 lançou uns singles ruinzinhos com letras dignas de um Fresno ou um NX Zero. O Dusouto, pra mim a melhor banda de 2006 quase acabou no ano passado por conta de problemas internos. Graças a Jah tudo não passou de um susto e a banda voltou.

Mas conheci boas coisas e algumas coisas novas apareceram também na terra do sol. Projeto Retrovisor e Simona Talma foram as minhas ótimas descobertas do ano passado. Na parte de revelações, dá pra citar a banda importada diretamente de michgan, o Barbiekill que, como muito bem frisou o jornalista Hugo Morais em seu blog, sai da rotinazinha hardcore/nu metal daqui de Natal e coloca o frango pra ferver com um eletro-rock dançante e bem humorado. Um pessoal que tem muito futuro tanto aqui na cidade quanto no cenário nacional que vive ainda o êxtase do CSS e do Bonde do Rolê, fortes influências da banda natalense.

Este ano me dediquei a ouvir os clássicos do rock e da MPB, desconhecidos por mim por causa de uma série de motivos, dentre eles a má influência musical que tive dentro de casa. Bob Dylan, The Doors, Velvet Underground foram as minhas belas descobertas do rock e na MPB Jorge Ben. Pretendo conhecer ainda mais os velhos e bons artistas.

No cenário nacional de bandas novas, o meu maior destaque vai para o Supercordas. Um pop-psicodélico com belas letras foi o campeão no quesito CD-que-vive-tocando-no-meu-carro. Mais do que recomendado com o certificado rosk de qualidade. No quesito MPB meu trófeu fica dividido entre a paulistana Cibelle e a potiguar Roberta Sá. Como eu sou um natalino de coração, dou a vantagem para a artista daqui que conseguiu fazer uma versão para Casa Pré Fabricada que faz chorar até o mais duro dos corações. Pena, mas pena mesmo que ela não é muito valorizada por aqui.

Cinema

No quesito cinema o ano que passou foi marcado pelos filmes-que-viraram-piadinhas. O primeiro foi 300 de Esparta, quem não cansou de ver piadianhas com os seus personagens? O nome Esparta ressoou pela internet, com direito a gifs do Leônidas I (Gerald Butler) gritando "This Is Esparta" ou com vídeos engraçados sobre isso. Blogs de comédia usaram e abusaram dele. O outro filme foi o famigerado Tropa de Elite. O longa, sucesso de vendas no comércio pirata, caiu nos braços da rede e seu personagem principal, o Capitão Nascimento quase virou herói nacional e desbancou, no ranking das piadianhas, personagens lendários como o (agora quase) invencível Chuck Norris. Termos usados no filme como fanfarrão, zero dois passaram a ser usados constantemente e virarem piadas. A febre foi tamanha que fizeram até uns remakes de cenas do filme utilizando legos, uma versão tosca para falar mal do botafogo e outras tantas que povoaram o imaginário do nosso povo. E tem as músicas também do filme que tocaram e ainda tocam incansavelmente.

Piadas a parte, Tropa de Elite é um excelente filme, tanto tecnicamente, com boas atuações, com uma narrativa forte, uma direção competente e escolhas mais do que acertadas, quanto do ponto de vista sociológico por suscitar discussões interessantes e muitos boas. Mas não foi o escolhido para a pré seleção do Oscar. O que 'faturou' a pré-seleção foi o longa O Ano Em Que Meus Pais Sairam de Férias do Cao Hamburguer. Muitos discordaram e prefeririam ver o filme de José Padilha como representante brasileiro na briga pela estatueta dourada. Apesar de ter gostado muito de Tropa de Elite, ainda preferi O Ano, é um filme sensível e com uma direção de arte impecável, muito bom mesmo. Mas se fosse eu o responsável pela pré-seleção do Oscar, colocaria, sem sombra de dúvidas, o excepcional Não Por Acaso do diretor estreante Philippe Barcinski. Um dos melhores filmes brasileiros que vi. Pena, mas pena mesmo que foi esquecido pelo circuito comercial e não estreou em muitas cidades, como Natal. É um filme que vale a pena ser comprado e ocupar uma estante de DVDs ao lado de Kubricks, Coppolas e Bertoluccis.

Literatura

O meu destaque vai Pequenas Catástrofes do genial Pablo Capistrano. Foi um livro que me tirou o ar. Narrativa forte, inteligente, muito bem esquematizada com um final que te deixa semanas pensando. É altamente recomendável. Minha tristeza deste ano é que não li os novos autores brasileiros ainda, Marcelino Freire, João Paulo Cuenca entro outros estão na minha fila de espera de leitura. O problema é que ela é longa. Pretendo ler mais uns dois livros do Capote, algumas obras do Joseph Mitchel, Gay Talease e essa cambada inteira do new journalism americano e do brasileiro também. Além de alguns clássicos.

Mas o ano que passou foi muito produtivo. Tive contato e me apaixonei pela literatura beat. Kerouac não saiu da minha estante e ainda teve a companhia do lírico-sujo Bukowski. Algo bem diferente do meu realismo fantástico cotidiano. Clarice Lispector também me pegou de jeito e me hipnotizou com o seu Perto do Coração Selvagem. É incrível a habilidade que ela tem de nos fazer apaixonar-se por seus personagens. Ainda na categoria bons-clássicos, cito o sensacional Vidas Secas do Graciliano Ramos, um dos livros mais bonitos que li. Outro destaque meu nesse quesito vai para a biografia de Chatô. Obrigatória para todo mundo que quer seguir a carreira de jornalista. É demais, muito boa mesmo.

Atrasos

Passando para dizer que a partir de quinta-feira da próxima semana estaremos com a programação normal.

Sim, eu sei, faltou a lista dos melhores/piores de 2007, mas vai rolar. Ah, resenha de bons filmes vem por aí também.

Vou tentar jogar algum texto aqui domingo.

By the way, feliz ano novo atrasado.
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