O Jornali(x)(s)mo

Saiu no DN online agora pouco:

PF faz maior apreensão de ecstasy do Brasil no aeroporto Augusto Severo

"...Segundo o superintendente em exercício da PF no Rio Grande do Norte, delegado Luís Fernando Ayres, a acusada trazia de Amsterdã, na Holanda, 900g de haxixe, 2,14Kg de skunk e, ainda, 20 mil comprimidos de ecstasy..."

"...Em outubro de 2004, policiais federais apreenderam 53 mil comprimidos da droga em poder de quatro pessoas - um belga, um holandês e dois brasileiros, naquela que foi a maior apreensão de ecstasy já realizada no Nordeste brasileiro..."

Bem, até onde eu sei, 53 mil é maior que 20 mil. No meio da matéria o jornalista ainda tenta consertar:

"...resultou na maior apreensão de ecstasy feita este ano pela Polícia Federal em todo o país...."

Colocou o termo este ano, mas o estrago sensacionalista do título. Coisa feia heim. Além disso, a matéria caiu, de cara, na seção de esportes. A pressa tava graaaaande viu.

Ps. Ja colocaram na seção Últimas

Trailler de O Homem que Desafiou o Diabo

O trailler do filme de Moacyr Góes, gravado em terras potiguares e patrocinado pela Globo Filmes e pela Warner, está no ar em seu site oficial. O filme é uma adaptação do romance As Pelejas de Ojuara do escritor potiguar Nei Leandro de Castro, uma épica história de um homem que se revoltou com a vida e se tornou um aventureiro e um mito no interior do Rio Grande do Norte.

Tive a oportunidade de conversar com o escritor a umas duas semanas atrás e ele me falou que o filme ficou muito bom, destacando, inclusive, a atuação de Marcos Palmeira. Segundo ele, uma das melhores performances do ator global. Ele disse também que o final poderia ter ficado um pouco diferente, mas que no geral, tinha adorado o filme. Agora é esperar para ver, em agosto ele estréia.

A Mídia Paulista

Em reação aos decretos do governador de São Paulo, o tucano José Serra, estudantes da Universidade de São Paulo ocuparam a reitoria exigindo do governador a revogação dos decretos emitidos por ele que afetam a gestão financeira autônoma das universidades paulistas. Os manifestantes também alegam que o governador suspendeu a contratação de professores por tempo indeterminado, além de submeter as universidades públicas paulistas à secretarias estaduais. Segundo eles, o resultado disso seria a perda da autonomia financeira das universidades.

Fiz um clipping sobre boa parte do que foi publicado na internet sobre o assunto e segue-se abaixo os links:

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/432501-433000/432827/432827_1.html
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2007/05/08/estudantes_da_usp_se_reunem_com_a_reitora_predio_segue_ocupado_779232.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19491.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/380925.shtml
http://ocupacaousp.blog.terra.com.br/ (blog da ocupação)

O mais interessante é a matéria da Folha de São Paulo. Leviana e parcial desde a sua chamada na qual diz que os estudantes "acampam" na reitoria. Desdenhando completamente de um movimento construído a fim de evitar o sucateamento de um bem público. Como se os estudantes que estivessem lá estavam apenas para fazer turismo na reitoria.

A matéria não informa sobre as conseqüências das medidas do governador Serra nas universidades públicas. Uma ausência de informação que deixa a matéria capenga, com uma perna só. A falta de um tratamento profundo sobre o tema, é um desrespeito ao leitor e à ética jornalística. "Segundo funcionários da reitoria... quebraram portas, grades e móveis" mais um parágrafo tentando desconstruir o movimento. Usando-se da famigerada proteção da fonte para exprimir uma informação. Interessante que se isso realmente tivesse acontecido, o informante não seria um funcionário da reitoria, mas sim um policial que estaria analisando os danos.

E ainda tem o seguinte parágrafo:

"O grupo foi recebido pelo vice-reitor, Franco Lajolo, depois que ele conversou com a reitora por telefone sobre a situação. Segundo a USP, nenhuma reivindicação foi feita."

Informações desmentidas até mesmo por outros sites de notícia, que falam que foi entregue uma pauta com 10 reivindicações. Usar isso nesse texto reforça a idéia inicial, exposta pelo seu redator, de desconstruir o movimento. Fazer com que o receptor pense que movimento social é feito por vagabundos.

O sistema capitalista levou a produção cultural disposições técnicas tão avançadas que dificilmente outro sistema conseguiria fazer o mesmo. Graças ao capitalismo, músicos, atores e artistas em geral, quando financiados, dispõem de recursos capazes de lhes fornecer o melhor existente em tecnologia para a produção daqueles artigos. Porém, para que haja esse dinheiro, faz-se necessário seguir a risca a lógica de mercado inerente à ideologia capitalista, ou seja, é preciso ter lucro.

Fazer música, produzir teatro (hoje, a televisão) e até mesmo escrever livros, deixou de ser ações frutos de uma manifestação cultural de um povo e passaram a se tornar fenômenos de massa. O desenvolvimento capitalista, aliado ao desenvolvimento dos meios de comunicação de massa conseguiram fazer com que a produção cultural seguisse uma determinada fórmula que, sempre que aplicada, venderia e daria lucro. A partir de então, formou-se as grandes indústrias de produção cultural, como a indústria fonográfica e a televisiva, responsáveis por aplicar tais fórmulas e garantir o lucro dos seus financiadores.

Para conseguir emplacar uma fórmula, a indústria midiática precisou crescer e atingir os pontos mais distantes do globo, a fim de homogeneizar gostos e costumes e impor, aos menos desenvolvidos, uma cultura única, destinada somente ao consumo. Uma forma cultural que tem no seu seio a ideologia capitalista do lucro e do consumo a qualquer custo, mesmo que isso comprometa os meios naturais e a produção cultural local do povo. É uma forma cultural que come todas as outras que estão na sua frente e que esta deixando um legado de idiotas formados por ela (ver Idiocracy). Idiotas que só pensam em consumir. Ao conseguir emplacar em todos os lugares do planeta, a mídia então passou a vincular certos valores ligados ao prazer a certos tipos de música. No caso do Brasil, isso significou o nascimento do Axé e a massificação do Pagode e do Samba. A publicidade, os programas de televisão e os produtores começaram a ligar esse tipo de música à apelos de prazer sexual e fazer destes grandes fenômenos de venda.

Para conseguir esses grandes fenômenos de venda, foi preciso também criar músicas fáceis, de preferências com letras que não proponham uma reflexão sobre si mesmo, mas que incitem o ouvinte a cantar junto. Daí observa a grande quantidade de refrões vocalizados nesse tipo de música e incessantes, para entrar na cabeça do consumidor. A indústria musical não parou apenas nos ritmos que atingiam pessoas mais velhas, como o pagode e o samba, mas também entrou na produção musical dos jovens. A partir daí vieram bandas de rock que faziam o mesmo som, com as mesmas sequências musicais e propagavam a mesma anti-ideologia idiota que no final das contas não dava em nada. A agregação disso com a indústria de telenovelas, produziu seriados como a Malhação, destinados a impor aos jovens uma forma homogênea de se vestir, de falar e de ouvir a mesma música. Tudo isso ligando os valores a formas de prazeres.

O problema disso tudo é que essa forma de cultura não preza pelo crescimento intelectual das pessoas as quais alcança. Ela está aí para manter uma ideologia vigente por meio de uma massificação que faz com que as pessoas percam a sua identidade cultural e se tornem apenas um robô, sujeito as orientações daquilo que vêem. Além disso, essa ideologia veiculada prega valores de individualismo que são venenosos para a sociedade, afinal, como um grupo de indivíduos vai conseguir viver bem se todos são por demais egoístas? Acontecerá que uns, menos sortudos, viverão à margem da sociedade e começarão a atacá-la. Daí os roubos, os assassinatos, o tráfico de drogas e as mazelas sociais que todos os dias estamos acostumados a ver.

A solução disso não está na imposição de um regime ditatorial do proletário. Nem muito menos na estadização de todos os meios sociais. Mas sim numa convivência de troca cultural entre a mídia e a sociedade, numa forma de comunicação que respeite o receptor e faça com que ele também possa ser o emissor daquilo que produz. É necessário a democratização dos meios de comunicação para que uma cultura, tão letal como essa, não seja dispersada na sociedade e resulte no caos social. Seja este caos produzido pela violência dos marginalizados, ou pela repressão governamental. É necessário que a construção disso não seja apenas uma iniciativa da mídia, mas também do governo por meio de políticas sociais de inclusão do cidadão menos favorecido. Não podemos esquecer também da iniciativa privada e das organizações não governamentais nisso tudo. Se todos juntos trabalharem para a manutenção da cultura de um povo e para o seu engrandecimento intelectual e também da sua consciência ambiental, com toda a certeza, viveríamos em um mundo melhor.

A Digizap


A Digizap recentemente estava com quedas de conexão freqüentes. A falta de comunicação entre a empresa e os clientes despertou a fúria de muitos, inclusive a minha, no que se refere a qualidade dos seus serviços, infelizmente a empresa em si ainda não adquiriu a consciência de que a comunicação interna entre a empresa-clientes é vantajoso para ambos os lados. Ganha o cliente por sempre ter uma informação oficial sobre determinado problema e evita muitos transtornos, ganha a empresa por ficar livres de boatos que podem destruir a imagem dela, além de evitar aborrecimentos por parte dos seus consumidores que, futuramente, poderia causar em perda de novos clientes.

Mandaram-me um email hoje, recentemente, assinado pela direção administrativa da Digizap explicando, em um texto claro e fácil de ser lido, os motivos que levaram as interrupções freqüentes dos serviços que tanto transtorno causaram aos clientes. Segue abaixo.

O fato é que a Digizap também está sendo vítima de circunstâncias que fogem ao controle da empresa. Para fornecer acesso aos assinantes, a Digizap contrata um canal de alta capacidade com o backbone nacional da Embratel. Este backbone da Embratel, principalmente os trechos
regionais, sofreram sucessivas interrupções que começaram a intensificar-se do final do ano passado para cá, após um período de paralisações esporádicas. Tais interrupções afetaram, muitas vezes, não só a Digizap, mas muitos outros provedores e empresas que
contratam o mesmo serviço com a Embratel.

Durante este período, realizamos diversas reuniões com a áreas técnica (inclusive engenharia), administrativa (inclusive com o Diretor da Regional Nordeste) e comercial da Embratel. Eu estive pessoalmente na sede da operadora em Recife cobrando soluções e
garantias de serviço em: 12/dezembro/2006, 31/janeiro/2007 e 29/ março/2007. O Diretor Regional Nordeste, Sr. Edvaldo Bardella, veio pessoalmente a Natal em 28/setembro/2006, quando nos prometeu mais estabilidade.

Note que em nosso contrato com a Embratel a operadora nos garante: ar-condicionado 24h, energia estável e segura de no-break e geradores para nossos equipamentos e servidores e redundância (isto é: rota ou meio alternativo em caso de falha do principal) para a rede de
comunicação de dados. Toda esta rede é acomodada numa sala cujo metro quadrado tem o aluguel mais caro da cidade. Quando contratamos escolhemos a opção mais cara entre as operadoras pelas garantias de serviço "classe diamante" que a Embratel nos ofereceu.

Em função da seqüência de interrupções que sofremos e na tentativa de oferecer mais estabilidade aos nossos assinantes, no início deste ano iniciamos uma conversa com a área comercial de outra operadora que poderia nos atender em Natal com o mesmo serviço que a Embratel nos oferece hoje - a Intelig Telecom. Já havíamos descartado a Telemar como opção pois tivemos uma experiência negativa com ela há alguns anos. O projeto com a Intelig prevê dupla conectividade com duas operadoras ao mesmo tempo e preparar nossa rede demandou um investimento expressivo. Foi necessário realizar importação de equipamento de grande porte que não estava disponível comercialmente em nossa região. Tal equipamento foi instalado e também apresentou uma instabilidade inicial que já foi corrigida, mas causou algumas
interrupções rápidas de serviço. A implantação da 2a. via está prevista para os próximos 60 dias, de forma que a Intelig possa tecnicamente viabilizar o serviço.

Enquanto aguardamos a ativação desta 2a. via, no último dia 20/abril a Embratel nos deixou MAIS UMA VEZ sem conectividade com a Internet. A justificativa que nos deram foi a ruptura de uma fibra ótica em um município do interior Rio Grande do Norte. Nesta parada somente a
Digizap foi afetada em Natal. Ora, se temos contratado um serviço com redundância a rota alternativa não deveria nos ter deixado indelevelmente no ar? Nenhum funcionário da Embratel soube nos responder esta pergunta. Exigimos então um relatório detalhado que ainda estamos aguardando e já havíamos cobrado nesta semana. O único documento que recebemos foi a declaração em anexo que isenta a responsabilidade da Digizap sobre o problema do dia 20/abril.

Infelizmente, como já não bastasse tudo isso, fomos ontem à noite surpreendidos pela falta de energia em todo o prédio da Embratel, que abriga nossos equipamentos e servidores, sem alimentação do no-break nem do gerador da Embratel que contratamos. A equipe técnica da
Embratel alegou um problema na saída do tal no-break de grande porte. Nesta parada de ontem à noite foram afetadas todas as redes das empresas que mantém equipamentos na sede da Embratel Natal, inclusive concorrentes nossos, a Claro e o próprio DDD/DDI da Embratel. A peça que apresentou defeito foi retirada pelos técnicos da Embratel e foi realizada uma reativação provisória da energia, restabelecendo os serviços. Neste sábado pela manhã, todos as
empresas alocadas no prédio da Embratel tiveram que novamente desligar seus equipamentos, por recomendação técnica, para a reinstalação da peça substituta.

Estas interrupções geram uma demanda gigantesca de chamadas simultâneas para a nossa central de suporte técnico. Como não há possibilidade de atendê-las simultanamente, o procedimento padrão de nossa equipe é ativar uma mensagem gravada com a informação sobre a interrupção e, quando possível, a previsão de retorno da rede.

Como mencionei, sabemos que a disponibilidade do nosso serviço é um dos fatores mais importantes para a garantia da qualidade de navegação do assinante e não estamos descansando para que isto torne- se uma realidade. Se nosso principal fornecedor não está atendendo a
este pré-requisito básico, já estamos em fase de implementação de uma proteção viável - a contratação de uma 2a. operadora, cujo serviço deverá em breve estar disponível para a Digizap.

Complementarmente, estamos reunindo documentos comprobatórios para que nossa assessoria jurídica tome uma atitude rápida e enérgica contra a Embratel.

Temos ciência que tudo isto não irá reparar as máculas em nossa imagem como empresa séria que somos e com uma tradição de 11 anos, além dos eventuais prejuízos e transtornos que as interrupções causaram para todos nós. De qualquer forma, lamentamos tais episódios e, reafirmo, continuaremos a trabalhar para que não mais aconteçam.


Espero que em uma eventual próxima vez a empresa envie aos seus usuários textos informativos como esse a fim de evitar maiores transtornos.

Quem Foi?

Francisco de Assis Chateubriand

O Paraibano Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis e uma editora. (...)

(...) Com o tempo Chateaubriand foi dando menos importância a seus jornais e se focando em novas empreitadas, como o
rádio e a televisão. Na década de 1960 os jornais atolavam-se em dívidas e trocavam as grandes reportagens por matérias pagas. Foi assim, com esse espírito de vencedor, empreendedor, às vezes sem muita ética, mais temido do que amado que Assis Chateaubriand fundou e ruiu em dividas (advindas das novas tecnologias importadas) com o maior império das telecomunicações no país. A sua única obra que ficou para a posteridade foi o Museu de Arte de São Paulo (MASP), com uma coleção privada de pinturas de grandes mestres europeus que ele havia sabido adquirir a preços de ocasião na Europa empobrecida do Pós-Segunda Guerra Mundial (em aquisições por vezes financiadas a base da chantagem de empresários brasileiros), coleção esta que o presidente Juscelino Kubitschek havia tido o bom senso de, durante seu governo, colocar sob a gestão de uma fundação, em troca de auxílio governamental ao pagamento de parte da astronômica dívida do condomínio associado.

Um antiherói dos melhores que esse Brasil produziu. Apaixonantemente corrupto, eu diria de Chateubriand. Ideólogo radical, não poupava palavras para defender o que acreditava, porém, não as poupava também quando era do seu interesse. Uma figura interessante de ser estudada.

Dica de livro: Chatô, o Rei do Brasil

Notícias que vão mudar o mundo

Parafraseando (imitando, mermo!) o Kibeloco:

Fábio Faria pode ser a mais nova paixão potiguar de Adriane Galisteu
Augusto Bezerril - editor de moda DN On Line


Adriane Galisteu parece ter mais uma paixão pelo Rio Grande do Norte. Depois de vestir Têca (grife de Helô Rocha) e Florbella (de Nathália Faria e Thayane Flor), a apresentadora começa a semana exibindo um suposto namorado potiguar: o deputado federal Fábio Faria.


ÔÔÔ, mudou a minha vida heim! A única coisa boa dessa notícia é que por ser homônimo do deputado federal (para quem não sabe me chamo Fábio Farias), posso ser confundido, algum dia da minha vida, com ele e traçar uma gostosa como a Galisteu.

O Indie

O indie falando de cinema:

Normal - Ei, cara, você vai assistir Piratas do Caribe 3?
Indie - Nam, essa bosta!
Normal - O que é isso rapaz!?
Indie - Piratas do Caribe é indústria cultural, coisa de massa. Meu negócio é cinema do aheaeazão tais ligado? Assisti um filme de lá ontem, de um diretor do interior norte da Escócica. Muito Bom cara, você devia ver. O elenco é todo do aheaeazão, isso que é filme!

Indie falando de música:

Indie - Meu amigo, você conhece Jonh Uruzuzac?
Normal - É o quê homi?
Indie - Como você não conhece JONH URUZUZAC?
Normal - Nunca ouvi falar...
Indie - Rapaz, ele é uma referência musical do interior norte da Ilhas Malvinas. O cara é foda, mistura eauaekhaehiea-rock com eieajjkeahiae-pop, muito bom cara, bom mesmo. Recentemente até, ele saiu na revista Uzuzah-Music, conhece? Lá da Finlândia, matéria DE CAPA com ele e a sua banda! Você tem que conferir.

O terceiro e morgado dia do MADA

Bem, o terceiro dia do MADA foi morno. Não chegou a ser a boceta errada, tão sabiamente classificado o primeiro dia do MADA, mas foi uma merda.

Foi uma merda porque lotou de forrozeiros-prêibói-metidos que não sabiam bulhufas das boas bandas do dia e esperavam, ansiosamente, pelo pop batido e sem originalidade de Skank. E assim o foi.

Das boas bandas que tocaram, destaque para MQN. Rock de verdade, com o vocalista bebado no palco e um instrumental quase perfeito, ponto para os goianos. Superguidiss também fez um show muito bom. Não vi nada além em Russian Futurists.

O Apoteótico segundo dia do MADA

Temporais em Natal. Essa era a previsão do tempo para o dia 4 de maio, o segundo dia do MADA. Não costumo muito acreditar em metereologia, o erro é freqüente. Mas ela havia acertado em cheio a previsão, principalmente na madrugada do dia 4 para o dia 5.

A chuva incessante espantou e fez desistir algumas pessoas que planejavam ir ao segundo dia do MADA. Azar o delas. O segundo dia do maior festival potiguar de música foi apoteótico, sem palavras para definir.

A banda potiguar de rock japonês Pandora no Hako abriu o festival para alguns dos seus fãs mais corajosos que decidiram enfrentar a chuva e as poças de lama, espectadores metidos a jornalistas e para a imprensa em geral. Não gosto do estilo da banda. É um metal melódico cantado em japonês. Não gosto de metal melódico e prefiro muito mais as bandas cantam em português ou fazem um estilo mais regional. De bandas de metal o mundo ja está cheio. Esperei que eles cantassem algum tema de abertura de algum anime conhecido, como eles geralmente fazem, mas nada. Saí do show triste por não ouvir, sequer, o tema dos Cavaleiros do Zoodíaco.

A segunda banda foi a brasiliense Lucy and Pop Sonics. Eletro-rock dançante, música para você ficar observando as indiezinhas/emozinhas rebolando até o chão. É divertido, mas nada engrandecedor. A falta de um baterista dá um ar de artificialidade para a banda. Mas são divertidos, um som pra você ouvir numa festa, dançar e secar as menininhas. O show deles, no MADA, foi legal, daria nota 7,5 poderia ter sido melhor se eles tivessem tocando num lugar mais fechado e com menos público.

Manacá ainda pegou o público parado, frio por causa do clima da cidade. A banda então mostrou personalidade, originalidade e presença. Um show muito bom, com direito a um cover do clássico Cantos de Ossanha de autoria Vinícius de Moraes e Baden Powell. A presença deles conseguiu acender o público e tudo isso aliado a presença de palco da vocalista, intérprete, no sentido literal da palavra, das músicas que tocavam, divertiu o público e foi o aquecimento para o que ainda estava por vir.

Rockassets saciou a sede de rock'n'roll puro do festival. Energia, ritmo, e rock, rock, rock foi o que marcou o show dos sergipanos. Via-se, no público, o famoso passo à la Elvis Presley. E por um momento me senti naquelas festas nos anos 60, dançando rock'n'roll com as menininhas e seus vestidos de bolinha. O show deles foi muito bom também.

A clássica Memória Room veio a seguir. Separados desde 98, ano em que tocaram na primeira edição do MADA, fizeram um show não-muito-lá-essas-coisas. Nada de novo, de emocionante e que tenha alcançado efetivamente o público.

Depois do hiato provocado pela banda potiguar veio Cabaret. A banda carioca reacendeu o público com as suas ótimas canções e a presença de palco do vocalista. Ainda tiveram tempo de emendar uma música com a vocalista do Manacá Letícia Persiles num show de interpretação e qualidade musical, outro grande acerto na programação.

Mellotrons entrou e mostrou para o que vieram. Um show muito bom, apesar de eu não ser lá muito fã do estilo da banda. Não foi algo que me surpreendeu, mas os pernambucanos souberam mostrar muito bem as suas músicas.

Bugs entrou com um público já enlouquecido os esperando. O resultado disso foi mais outro show excelente de uma das melhores bandas das terras potigures. Tocaram as músicas do seu último EP junto com o público e tiveram uma presença de palco muito boa, para uma banda que, antigamente, era tida como fria no palco.

Ao final de Bugs, uma multidão já se acotovelava para esperar a pernambucana Mombojó. Fazia quase dois anos que eles fizeram o último show em Natal. Um homérico e inesquecível show no Festival DoSol, em agosto de 2005. Os pernambucanos, desde então, deixaram uma legião de fãs órfãos nas terras potiguares que, muitas vezes, precisavam ir para Recife para poder presenciar o show de uma das melhores bandas pernambucanas da nova geração. O show não deixou em nada a desejar. Tocaram músicas dos seus dois CDs e a multidão de fãs, outrora órfãos, cantava em junto. Essa energia foi absorvida com tanta força pelo vocalista que Felipe desceu do palco para sentir aquilo tudo que se passava dentre o público. O resultado disso foi comoção geral, arrepios e uma animação sem igual da platéia. Fecharam com chave de ouro, quase como a dois anos atrás, com a música "Deixe-se Acreditar" e o vocalista se entregando nos braços do público. Um show excepcional.

O metereologista acima citado foi feliz na previsão do tempo daquela madrugada, pois foi isso que estava por vir depois da excelente apresentação dos pernambucanos. Fazer um show melhor do que Mombojó seria díficil, uma tarefa quase impossível. Pois bem, quase. A minha conterrânea brasiliense Móveis Colonias de Acaju entrava no palco, sob as minhas indagações para mim mesmo se eles seriam capazes de, ao menos, chegar perto da energia que fora Mombojó. Eu sabia, de antemão que o show deles fora considerado o melhor de 2006 e já tinha ouvido elogios de pessoas as quais eu respeito sobre o show da banda. Paguei pra ver e me emocionei com o que vi. Uma orquestra de instrumentos e pessoas foi instalada e Móveis começou a tocar. Uma apoteose sem igual, a integração entre a banda e público foi perfeita. O grande diferencial da banda candanga era que a presença de palco não ficava a cargo apenas do vocalista e/ou guitarrista da banda. Todos os instrumentistas se movimentavam, corriam pelo palco de acordo com a música que tocavam. Era um espetáculo, um verdadeiro temporal musical que foi absorvido pelo público de tal forma que gerou uma interação forte entre banda e povo. São Pedro então tratou de abençoar da melhor forma possível essa interação e mandou uma chuva grossa que lavou a alma de todos os que tiveram a oportunidade de assistir ao espetáculo que estava em andamento. Móveis Coloniais de Acaju conquistou o público de tal forma que, mesmo com a apresentação da próxima banda e com o palco já sendo desligado, o pessoal ficava ali, emocionado e pedindo mais daquela energia que fora o show. Com toda certeza um dos melhores, se não o melhor, show do MADA de todos os tempos. A saída, de alma lavada, pelo público foi feita de forma lenta, a fim de que se aproveitasse o máximo possível daquela uma hora inesquecível, da roda que fora formada, das músicas que foram tocadas... Um show para se emocionar. Resultado final: Todos os CDs vendidos e uma legião de fãs deixados órfãos na cidade do sol.

Caros leitores, depois da emoção que a banda brasiliense me causou, fiquei incapacitado de pensar alguma coisa para fazer a resenha da cearense Montage, que tocou na tenda do festival. Por isso, infelizmente, nada escreverei sobre ela.

1º Dia do MADA

Faço das minhas as palavras do sábio Evan, quando indaguei a ele, em meio ao show do Paralamas, como estava o MADA, até então:

"Sabe quando a buceta errada te escolhe, cara? Pronto, é isso que resume o MADA de hoje"

Quem salvou a noite, Nação Zumbi. Cabozó, Neguedemundo, Orquestra boca seca deu pra curtir. Reverse mandou bem em algumas músicas (a versão de Insensatez foi o auge), mas outras eu, sinceramente, não gostei. Paralamas, foi Paralamas, só pra casal. Baby Please eu gostaria muito de ter visto completo, desde o início, mas não sei porque não podia entrar. Claudia's Parachute e Madame Saatan foram uma merda. Parachute é um Jane Fonda do Mato Grosso, com direito aos mesmos gritinhos no microfone.

Mudanças no Vestibular da UFRN


Mudou. Pois é, semana passada o CONSEPE (conselho de ensino e pesquisa) da UFRN aprovou as mudanças no processo seletivo da universidade. Dentre essas mudanças está o estabelecimento de um argumento mínimo, a diminuição no número de questões objetivas e discursivas, a diminuição de um dia de prova e o estabelecimento da prova de redação.

Conversei com um pessoal que faz cursinho, uns receberam de mal grado essa mudanças outros ainda não tem uma opinião formada. Mas, para mim, como aluno universitário e enxergando o vestibular sobre outra ótica, acho que essas mudanças serão boas. As provas eram tecnisistas demais, não procuravam estabelecer relações entre as discplinas, as questões discursivas não avaliavam direito a capacidade de dissertação dos alunos. E fazer quatro dias de prova acabava sendo muito cansativo. Além disso, havia pessoas que entravam com um argumento muito baixo, devido à falta de concorrência do curso, o que fazia o nível dos alunos na universidade cair muito.

Eu sei que deve ter muito professor de cursinho fazendo, como é de praxe, terrorismo com os alunos. Dizendo que antes o vestibular era um bicho de sete cabeças, agora é de doze, mandando os pobres vestibulandos pararem a sua vida social para viver apenas de estudo. Balela. As provas objetivas vão acabar, no final, mais fáceis, é uma tendência dos vestibulares em todo o mundo. Tem-se, filosoficamente, por consenso, o argumento que prova, principalmente as objetivas, não avaliam conhecimento, são demasiadas positivistas e ultrapassadas. Quando você entra na universidade você percebe essa tendência nos professores. Tanto é que estes preferem sempre provas subjetivas que avaliam muito mais a construção de conhecimento do estudante do que o famoso conhecimento "decoreba". E ai é que o vestibular da UFRN ganha, mais subjetividade, principalmente com a prova de redação, que realmente avaliará se aquele aluno tem condições de entrar numa universidade. Porque ser universitário é escrever textos, dissertar, não marcar o X numa questão.

O que se faz necessário agora é a mudança na mentalidade dos professores de pré-vestibular. Eles têm que entender que essa objetividade excessiva está a cada dia sendo deixado de lado, principalmente os da área humanística, e que o que vale agora é a avaliação da construção do conhecimento por parte do aluno e o seu entendimento por parte do conteúdo passado. Os professores do pré necessitam estar mais dentro das universidades, conversando mais com os professores universitários, para poderem entender essa nova realidade do ensino superior. E parar, definitivamente, com esse terrorismo psicológico que fazem com os alunos. Assim, teremos alunos de um nível mais alto ingressando na universidade.
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