Tá na hora

Tá na hora de conferir a minha lista de pretensões para 2006, feita exatamente no dia 20 de janeiro e publicada no meu blog antigo. Vamos lá.

1- Melhorar meu inglês
Esse fica pra 2007, esse ano não parei quieto e infelizmente não tive tempo.

2- Ler mais
De certa forma cumpri isso, mas eu li mais textos acadêmicos, livros técnicos e coisas assim. Literatura e romances bons deixei a desejar, infelizmente.

3- Escrever mais
Invariavelmente escrevi mais por causa da faculdade. E esse ano posso dizer que evoluí em todos os sentidos na minha redação. Visto que enganei 5 mil pessoas com um textozinho meu :)

4- Fazer uma boa faculdade
Fiz uma faculdade boa. Acho que poderia ter sido melhor, não me esforçei tanto quanto poderia, mas não tive nenhuma dificuldade nesse 1º ano.

5- Aprender a cozinhar
Hahahaha, promessa de ano novo, que jogarei para o ano que vem.

6- Tirar a carteira
Cumprido! Em setembro deste ano tirei minha carteira de motorista (ÔÔÔ coisinha chata heim, aquelas aulas teóricas).

7- Ser dispensado do exército
Também foi cumprido, como universitário eu pude escolher se iria servir ou não.

8- Conhecer mais pessoas
Conheci muuuita gente esse ano, muita mesmo, de todos os tipos. Nesse sentido meu ano foi muito bom.

9- Ser mais amigo
Uma promessa emo que eu acho que cumpri, só quem pode falar isso são meus amigos próximos.

10- Evoluir na pump
Larguei o pump, não era para mim.

11- Voltar ao skate
Hahaha, ainda quero/pretendo voltar.

12- Voltar ao aikido
Difícil, meus horários foram complicados e eu decidi que ano que vem irei fazer academia para virar um jornalista gostosão e inteligente :D

13- Fazer um curso de massagem terapeutica
Eu tentei, meio do ano quase entrei em um, mas era muito caro... Bem, ainda pretendo fazer.

14- Ajudar meu irmão a passar no vestibular
Não ajudei muito, confesso, mas ele se deu muito bem e espero que passe na segunda fase.

15- Deixar o cabelo crescer por 2 anos
Hahahaha, já cortei ele de novo. Acho que isso eu não vou conseguir fazer :(

16- Melhorar minha alimentação ;(
Não deu mesmo, dias corridos demais esse ano. Tinha vezes que nem almoçar eu podia... Isso fica para a próxima também.

17- Tomar menos refrigerante
Meu Deus, fiz promessas quase impossíveis. Teve um curto período desse ano que procurei parar de tomar refrigerante, mas não consegui.

18- Durmir mais cedo
Hahaha, aí só nascendo denovo.

19- Acordar mais cedo
Idem

20- Comprar um cd dos Beatles
Eu baixei uns 3, serve?

21- Comprar um cd dos Rolling Stones
Também baixei :)

22- Amar alguém(que não seja a familia e os amigos)
Bem, estou tentando.

23- Tentar entrar pro DCE
Eu era doido, isso só ia trazer problema pra minha vida, Deus me livre...

24- Me filiar a um partido político
Jornalista não tem que ser filiado a partido político nenhum, portanto outro objetivo também riscado.

25- Votar nulo
Votei nulo para governador no segundo turno...

26- Brincar mais
27- Deixar-se ser mais
28- Rir mais
(me recuso a responder às três acima, não sei onde estava com a cabeça quando escrevi aquilo)

29- Assistir mais filmes
Cumprido! :D e ano que vem eu quero assistir mais ainda.

30- Iniciar algum projeto
Iniciei um, o jornaleiros que agora está parado :\

31- Discutir mais politica
Discuti sim, discuti muuuuuuita política esse ano.

32- Ler mais filosofia
Eu li muito por causa de uma matéria fii da mãe que eu paguei. Descobri que filosofia não é o meu forte.

33- Ler mais revistas
Li pouco ainda, preciso ler mais...

34- Ser menos egoísta
De certa forma, fui...

35- Sorrir mais para as pessoas
Tá, eu sorri bastante esse ano.

36- Promover ircontros do #insano que deêm certo ¬¬
Hahaha, acho que não promovi nenhum esse ano

37- Ter um carro(nem que seja um fusquinha)
Ainda continua sendo sonho...

Para ver no cinema...

Trailer Babel

Esse é talvez o filme mais badalado deste ano, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (21 Gramas, Amores Brutos). Tem no elenco Brad Pitt, Cate Blanchett, além do mexicano Gael Garcia Bernal, famoso por sua atuação em Diários de Motocicleta, Amores Brutos e E Sua Mãe Também. Babel foi o campeão de indicações para o Globo de Ouro e espera-se boas indicações para o Oscar também.

Se bem que a academia norte-americana vem fazendo algumas cagadas na distribuição dos seu principal prêmio.

O que nos resta é pagar para ver.

Nos cinemas moviecom a estréia está marcada para o dia 19 de janeiro.
Quando voce percebe

Para os que pensam que só quem publica notícias falsas por meio de manipulação de informação sou eu :)

Qualquer desocupado com uma câmera ou um blog e uma idéia boa é capaz de espalhar um boato de uma dimensão bem maior que a minha. Aliás, isso acontece muito. É frequente o aparecimento de notícias falsas em jornais (ou então completamente manipulada), rádios, TV e internet. Esse vídeo ai de cima é bem interessante foi produzido por um amigo meu que faz Rádio e TV lá na UFRN.

PS. isso foi uma resposta a alguns comentários.

Intolerância ou grande cagada

Saddam já teria sido executado, dizem TVs árabes

Emissoras de TV árabes estão noticiando que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein teria sido executado por volta de 1h de hoje (horário de Brasília)


Mais uma prova de um tipo de intolerância e revanchismo que somente irá gerar violência no mundo. Saddam não foi um homem bom, aliás, foi um dos piores homens que ja passaram pela humanidade. Mas uma condenação à morte é algo animalesco, ultrapassado, irracional e que, no contexto político em que vive o oriente médio, só irá gerar mais violência, mais mortes, mais dor.

Até aonde iremos? Seremos vítimas de nós mesmos?

COMUNICADO OFICIAL

Atenção

A notícia abaixo era falsa. Foi apenas uma brincadeira feita por mim e pelo meu amigo Kursch ontem a noite durante o nosso período sem orkut. Peço desculpas aos usuários que acreditaram e as pessoas que nos linkaram. O orkut acabou de voltar e não vai ser fechado e se for fechado provavelmente eu não divulgarei isso, porque não tenho nada haver com isso. Essa brincadeira tomou uma dimensão imensa e vai servir futuramente na minha tese de conclusão do meu curso de Jornalismo na UFRN. Foi importante para notar o quanto os usuários de internet não procuram checar as fontes das notícias que lê e nem ao menos duvidá-las. A grande maioria leu e simplesmente acreditou no que eu escrevi sem ao menos pesquisar se as instituições que eu coloquei eram verdadeiras. Escrevi a notícia da forma mais absurda que veio na minha cabeça e publiquei aqui e no Dias Comuns e saí divulgando, aproveitando a onda de boatos do fim do Orkut. A mistura disso com uma notícia divulgada no dia 25 de agosto, foi bombástica. Vários internautas acreditaram sem ao fazer uma mínima pesquisa sobre o assunto.

Resultado: tive mais de duzentas visitas em poucas horas e o Dias Comuns passou das 1600 visitas em menos de 12 horas. Além de ter o prazer de ver os nossos blogs citados no wikipédia.

Moral da História: Não acreditem piamente em tudo que lêem na internet, sempre pesquise antes, porque pode ser apenas uma brincadeira de um desocupado que nem eu :)
O ministério público federal encaminhou hoje para a empresa norte-americana de internet Google, em sua filial no Rio de Janeiro, um documento oficial exigindo a proibição do acesso de IPs brasileiros na comunidade virtual Orkut. Segundo o ministério público, a decisão aconteceu devido a forte onda de pedofilia promovida pelo site e aos recentes ataques do crime organizado no Rio de Janeiro, que supostamente foram combinadas na comunidade virtual.

Para a polícia, o Orkut é um dos principais meios usados por criminosos e pedófilos para a arquitetura das suas ações. O chefe do Ministério Público Federal em um pronunciamento oficial afirmou hoje que o “Orkut está ajudando na criminalidade e foi o responsável por diversos delitos, desde simples furtos, até crimes de alta gravidade”. Além disso, a comunidade virtual é acusada de racismo e crimes contra os direitos humanos.

A decisão foi bem vista por vários setores da sociedade. A organização nacional anti-nazista, comemorou a decisão com uma festa em sua sede. ONGS que lutam contra a pedofilia também comemoraram. “Para a gente, foi uma das decisões mais acertadas tomada pela MPF.” Disse o presidente da ONG Pedofilia-Não, João Gilberto.

A multinacional não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do MPF e desde às 17 horas de hoje tirou o seu serviço do ar para o acesso dos brasileiros. Segundo algumas fontes, dificilmente o Orkut voltará ao ar no Brasil, porque a empresa teria perdido o interesse em fornecer o serviço aos brasileiros. Além disso, os entraves com a justiça brasileira teriam feito o presidente das Coorporações Google perder a paciência e desistir de vez do Brasil.

Cagada 2006 - Continuação

Seguindo a linha das cagadas desse ano, darei agora aos meus leitores o prazer de saber qual foi, na minha opinião, a grande cagada cinematográfica de 2006. Antes de entregar o picolé de côco para o distindo vencedor, devo dizer que essa escolha foi acirrada. Os dois principais candidatos disputaram ponto a ponto para levar o grande prêmio deste dia, foi díficil e levou horas de meditação e perda de neurônios da minha parte para escolher o grande vencedor.

Então, o picolé de cocô cinematográfico desse ano goes to....













Saw 3 foi a minha grande decepção. Fraco, gratuito, morno, previsivel. Estas são as principais características do vencedor do nosso prêmio. Jogos Mortais não convenceu a mim e nem a quem realmente gosta de boas histórias de suspense. Não convenceu porque não tinha uma história concreta, parecia procurar desculpas para a violência excessiva e gratuita do filme, e também porque a maioria das atuações foram péssimas. Com exceção de Jigsaw (Tobin Bel) que conseguiu ser razoável na interpretação, os outros atores não convenceram em nada. O filme toma uma hora e quarenta minutos do seu tempo com flashbacks toscos, cenas de violência e atuações ruins. Não conseguiu ser genial como foi o primeiro. Aliás, deveria ter parado no primeiro. Ficou claro neste filme o interesse comercial dos produtores executivos que mandam na indústria cinematográfica norte americana e produzem lixos artísticos como esse.


*O segundo lugar foi para Superman.

Cagadas e Golaços de 2006

Ok, eu sei que todo mundo faz isso, mas eu sempre quis fazer isso também, portanto ao longo da semana elegerei os golaços e as cagadas desse ano.

A Cagada 2006 (Política)

Depois de muito pensar e numa disputa acirrada entre a derrota do Brasil na Copa do Mundo, a pança de Ronaldo, a crise dos controladores de vôo e outras tantas merdas que ocorrem no Brasil diariamente, eu fico com a "vitória" da opinião pública contra os deputados no caso do aumento de 91% dos nossos parlamentares.

O povo brasileiro é mesmo ingênuo. Recebi diversos emails, vi em vários blogs e fóruns pessoas felizes comemorando o fato de que o STF ter revogado o aumento de 91% dos salários dos parlamentares. sendo este aumento diminúido para meros 20%, passando de R$ 12.500,00 para a mixaria de R$ 16.500,00.

Mas a merda não é essa. A cereja desse delicioso coco toda está no fato de os parlamentares já receberem algo em torno de 100 mil reais dentre salarios, gratificações e verbas de gabinete. Um deputado no Brasil recebe apenas:

Sálario: R$ 12.600,00

Auxílio Viagem: R$8.000,00 a R$14.000,00 (Auxílio Viagem!?, aff, com quase 13 mil de sálarios os deputados ainda precisam de auxílio viagem!?)

Auxílio Moradia: R$ 3.000,00 (Oww meu Deus, isso é excelente, antes do auxílio moradia os deputados viviam todos em baixo da ponte...)

Gastos telefonicos e postais: R$ 4.265,00 (Postais!? Em que época vivem nossos parlamentares!? Ah, sei, ainda não chegou internet em Brasília. Gastos telefônicos, ahh tá, os nossos queridos passam hoooras fofocando no telefone)

Fundo Indenizatório : R$ 15.000,00 (Isso é sensacional! Criado pelo nosso querido governador reeleito de MG, Aécio Neves, quando ele ainda era presidente da câmara dos deputados, eu ainda não descobri para que serve. Como se os parlamentares necessitassem de indenizações. Tadinho deles.)

Verba de Gabinete: R$ 50.000,00 (Todo parlamentar tem que manter um gabinete com pelo menos 2 assessores. Também não entendo para que serve...)

Ah, e não acabou por aí, meus queridos. Todo deputado brasileiro recebe 15 sálarios! É isso mesmo, como se não bastasse, eles recebem 2 salários a mais do que qualquer brasileiro. E o pirulito de ouro dessa merda toda está no fato de que para viagens oficiais os parlamentares tem todos os gastos pagos pelo seu dinheiro, pelo nosso dinheiro.

Ou seja, para eles vai fazer pouca diferença esse aumento passar ou não. Eu até preferiria que eles recebessem seus 24 mil, desde que não tivessem tantas gratificações para não fazer nada. Quem perde com isso tudo é o povo brasileiro, crente e abafando que deu uma lição nos nossos queridos...

Então é Natal...

Pois é. Decidi antecipar meu post aqui, inspirado pelas luzes de natal e pelo espirito natalino que povoa o ambiente nessa época do ano.

Natal é, para mim, a época mais nostágica do ano. Natal me faz lembrar muito a minha infância, os presentes, o papai noel, toda aquela magia que a mídia faz toda a questão de intensificar. Esse período me lembra muito Brasília e a época que eu passava o Natal junto dos meus avós, primos tios e tias. Como apenas eu, meus dois irmãos e minha mãe moram em Natal, passamos juntos com a companhia* de amigos.

Bem, esse post está ficando pessoal demais. Já ta bom. Desejo tudo aquilo que todo mundo deseja nessa época do ano.

*Nunca sei como escreve essa palavra.

Alterações no Blog

Como um novo objetivo do ano que está vindo é tentar manter um blog, pelo menos com uma atualização diária, mudei profundamente o layout desse troço aqui. Adicionei sites e blogs que ando visitando, mudei a parte de cores, a fonte. Tudo isso com o único intuito de deixá-lo mais atrativo, fácil de ler e para aplicar os meus conhecimentos jornalísticos :D

Bem, espero que gostem e espero que eu consiga manter esse blog num nível alto e interessante. Ahh, a proposta desse blog é textos sobre política, música e cinema. Comecarei depois do Natal ;)

Mainardi é um Filho da Puta

Lendo a matéria que saiu no comunique-se ontem à noite cheguei a uma conclusão genial. Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, é um filha-da-puta dos melhores. Antes de qualquer coisa queria dizer que a expressão filha da puta é dotada de dois sentidos diferentes. Uma é o sentido pejorativo embutido na própria palavra e que é usado com pessoas das quais não temos muito afeto, devido às suas idéias e atitudes diferentes das nossas ou qualquer tipo de sei-las-oquês que nos incomode. O outro é um sentido de elevação, arrisco a dizer que seja, até mesmo, um elogio. Uma expressão que muita gente usa quando um ser foi capaz de fazer algo genial, algo bem difícil de fazer, quase impossível e que todos queriam estar no seu lugar. Eu diria que é uma expressão ligada a inveja ao feito da outra pessoa ou a qualquer outra boa habilidade que tal ser tem ou desenvolveu.

Mainardi, para mim, está encaixado nos dois sentidos da palavra. Não preciso enumerar os motivos que o fazem ser um filha da puta no sentido pejorativo. Ele escreve textos racistas, deserespeitosos, pratica o denuncismo, apesar da habilidade investigativa; e escreve para, na minha opinião, a pior revista do país. Porém, refletindo um pouco e relendo alguns textos dele cheguei a conclusão que ele também consegue ser um filha da puta no bom sentido. E eu o invejo nesse sentido.

Ele simplesmente é genial na argumentação. Não há como pensar o contrário. Mainardi sabe usar as palavras para defender as idéias dele, por mais absurdas que essas idéias chegam a ser. Apesar de não medi-las com a sapiência necessária a um redator excepcional, ele sabe cadenciar as palavras para parecer que a verdade está com ele. Um leitor médio sem o devido senso crítico é capaz de aceitar que "comer bosta é bom" por causa da sua habilidade retórica. Algo raro de encontrar.

Outro ponto positivo de Diogo é a sua audácia. O colunista desafiou simplesmente três das maiores figuras do jornalismo brasileiro. Três ídolos meus. Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Na razão ele perdia, mas na argumentação era perfeito. As suas palavras fortes, incisivas, claras e até mesmo irônicas deixaram meus ídolos com alguns cabelos brancos de preocupação e, até ouso a dizer, medo. Um desafio desses não é para qualquer um, ainda mais quando não se tem a razão, mas ele topou, levou alguns processos, e conseguiu ser polêmico ganhando a visibilidade que queria.

Diogo lembra Chatô nesse ponto. Ambos foram polêmicos para construir as suas imagens. Quem seria Diogo hoje se ele não escrevesse as besteiras que escrevesse? Ele não teria nem a metade dos fãns (e dos odiadores) que tem hoje. É óbvio que a ética nesse quesito passa longe. Por isso que afirmo também que Mainardi é maquiavélico. Inteligentemente maquiavélico. Ele usa das palavras para conseguir fama e dinheiro e está conseguindo com isso, porque querendo ou não, praticamente todo o brasileiro que tem um nível médio de conhecimento e leitura sabe quem é a figura, e ou o odeia, ou o ama. Essa postura polêmica lhe da ibope, e audiência é dinheiro para a mídia, consequentemente, para ele também. O triste dessa história toda é que isso não vai mudar em nada o nosso país, a nossa condição social e a nossa história, só irá promover uma figura maquiavélica, mas de talento inegável, e levantar meia-dúzia de polêmicas e outra dúzia de processos na nossa lenta justiça brasileira. Agora jornalismo social, corajoso e ousado que é bom, nada.

O Mass Media e os valores culturais do mundo globalizado

A publicidade nos faz ver um mundo perfeito. Um mundo de formas, corpos e pessoas bonitas e felizes que possuem apenas pequenos problemas que serão resolvidos rapidamente com a aquisição do produto em questão. O entretenimento nos coloca num mundo das vedetes travestidas em pessoas como nós. Personagens estes que têm sim os seus problemas, mas que no final sempre conseguem resolve-lo. Afinal, ninguém gosta de um desfecho triste.

A verdade é que a indústria cultural intensificada, a partir do desenvolvimento das novas tecnologias das telecomunicações, está homogeneizando os valores culturais, os costumes, a forma com que o homem vê o mundo. Até onde isso é ruim? Essa despersonalização é total, ou apenas parcial? O que isso nos pode acarretar?

Antes de tudo é preciso analisar como os sistemas de produção cultural funcionam nas sociedades capitalistas.

O capitalismo, sobretudo o industrial e o financeiro, é um sistema econômico que visa o lucro através da produção e venda massiva de um determinado produto ou bem. As indústrias em geral têm como características a criação de produtos padronizados que se limitam a variar apenas na embalagem ou na sua publicidade e não no conteúdo em si.

“A indústria do detergente produz sempre o mesmo pó, limitando-se a variar as embalagens de tempos em tempos. A indústria automobilística só pode individualizar as séries anuais por renovações técnicas ou de formas, enquanto as unidades são idênticas umas às outras, com apenas algumas diferenças-padrão de cor e enfeites” (MORRIN, Industria Cultural, pág. 25)

Se uma indústria cultural produzisse obras totalmente padronizadas e que pouco variassem entre si, diferentemente dos outros tipos de indústrias, ela iria a falência. A indústria cultural tem por si a necessidade de uma individualização, de uma unicidade. “No entanto a indústria cultural precisa de unidades necessariamente individualizadas” (Idem). Isso ocorre porque esse tipo de indústria produz bens não palpáveis e que necessitam da novidade e da personalização para se tornarem agradáveis aos seus consumidores e assim alcançar o objetivo crucial de uma indústria capitalista, o lucro.

No entanto, baseando-se na lógica capitalista, seria um suicídio financeiro prezar pela individualização e unicidade total de cada produto midiático, sem levar em conta os aspectos técnicos e burocráticos das indústrias produtoras, além da lógica de rentabilidade que permeia o sistema capitalista. Por isso a indústria cultural “se opera a partir de valores antitéticos: burocracia-invenção, padrão-individualidade” (MORRIN, Indústria Cultural, pág 26). A conseqüência disso são produtos que usam receitas-padrão já conhecidas e testadas sob a ótica do lucro aliadas a uma idéia nova e única do artista-produtor do filme, dos programas de rádio e dos programas de televisão. Essas receitas-padrão residem na própria estrutura imaginária das sociedades e são tiradas a partir de arquétipos sociais, nisso resulta um produto cujas estruturas quase sempre não variam nos personagens-tipo e nas situações-tipo.

“O imaginário se estrutura segundo arquétipos: existem figurinos-modelos do espírito humano que ordem os sonhos e, particularmente, os sonhos racionalizados que são os temas míticos ou romanescos. Regras, convenções, gêneros artísticos impõem estruturas exteriores às obras, enquanto situações-tipo e personagens-tipo lhes fornecem as estruturas internas.“ (IDEM)

Essas “receitas-padrão” visam garantir a boa recepção do maior público possível, visam ao chamado público universal. Em função disso, a indústria cultural procura uma programação variada que agrega os mais diversos valores culturais num só produto com o objetivo de agradar a homens e mulheres, adultos e crianças, negros e brancos... Essa necessidade de variação e de agregação de valores culturais diferentes tem como conseqüência o ecletismo característico das grandes revistas e das grandes produtoras cinematográficas. Num mesmo filme, por exemplo, encontram-se valores que agradam tanto a cultura masculina, como a feminina e que abordam temas infantis e adultos, garantindo a boa receptividade de um grande número de pessoas.

“Os filme-padrão tendem igualmente a oferecer amor, ação, humor erotismo em doses variáveis; misturam os conteúdos viris (agressivos) e femininos (sentimentais), os temas juvenis e os temas adultos.” (MORRIN, Grande Público, pág.35)

Essa variedade torna-se sistematizada segundo normas comuns, visto que a indústria cultural se opera sob as leis da economia de mercado. Essa homogeneização dos valores culturais, atendendo a uma necessidade de consumo, contribuiu para o aparecimento do cidadão culturalmente homogêneo. No inicio do século XX a cultura era rigidamente separada pelas estratificações sociais, não havia acesso do camponês à criação artística da burguesia, nem vice-versa. O operário produzia a sua cultura no subúrbio das grandes indústrias e dentro dos sindicatos. As divisões sociais, portanto, refletiam também na produção cultural. Era praticamente impossível, naquela época, um operário ouvir o mesmo tipo de música que um burguês, ou um camponês ter acesso a mesma literatura que um burguês.

A indústria cultural, sobretudo depois do aparecimento do cinema, contribuiu para uma mistura e uma tendência “homogeneizante” entre as culturas. Visando atingir o maior público possível, por pura necessidade de mercado, foi necessário incorporar valores culturais da cultura camponesa, operária e burguesa, unir isso tudo e formar uma cultura massificada. Esse fenômeno não é absoluto, ainda há produções destinadas a certas estratificações sociais, mas as grandes empresas de mass media, em geral tendem a essa massificação.


“... e hoje, com a Rádio-Luxemburgo e Europa n.°1, com o France-Soir, Paris-Match, Jours de France, com os filmes de vedetes e as grandes produções, pode-se constatar que o setor mais dinâmico, mais concentrado da indústria cultural é ao mesmo tempo aquele que efetivamente criou e ganhou ‘o grande público’, a ‘massa’, isto é, as camadas sociais, as idades e os sexos diferentes.” (MORRIN, Grande Público, Pág.38)


Essa homogeneização da cultura é uma situação paradoxal. Por um lado, as “receitas-padrão” e as pressões sobre o artista para a criação de um produto que agrade a grande mídia, geram uma indústria que, apesar de sempre precisar transparecer certo grau de unicidade e originalidade para poder vender, se torna despersonalizada, clichê. Uma conseqüência direta disso é a perda da identificação do artista com a sua obra e uma sociedade com uma menor variedade sócio-cultural. Por outro lado, homogeneizar as culturas propiciou uma inter-relação entre os valores culturais das diferentes classes sociais e deu acesso a camadas mais pobres de um conhecimento artístico maior do que teriam, mesmo que este ainda seja menor do que realmente é.

Os valores de consumo e o corpo

Os valores-cultura comuns criados principalmente pela indústria do entretenimento conseguiu também unificar os valores de consumo das sociedades contemporâneas. Valores estes que se unificaram a partir de um ponto comum, o corpo jovem, sobretudo o feminino. A valorização da juventude é um dos aspectos principais da indústria cultural e uma das bases da publicidade atual. O velho passou a ser feio, o masculino até pouco tempo atrás era apenas o alvo, e a magreza, o corpo magro, suave de contornos exatos, de uniformidade na cor e na textura, passou a ser o ideal de beleza que as sociedades globalizadas começaram a usar. A forma passou a ter uma significação maior que o conteúdo, porque a forma criou e comunica os desejos mais íntimos das pessoas, o desejo juventude.


“O avassalador consumismo neoliberal reduziu tudo a mercadoria, até as relações humanas”. ”Os grandes valores da nossa cultura são fama, dinheiro e prazer. Como o mais fácil de atingir é o prazer, vivemos a era da idolatria das formas.” (BETO, Velha, pág.27)


O corpo feminino fértil passou a ter uma conotação importante nos arquétipos sociais. A velha é a feia e infértil, é o ponto aonde nenhum de nós quer chegar e o lugar onde todos nós, por meio de produtos de beleza e cirurgias plásticas, tentamos disfarçar. O conteúdo, a experiência foram jogadas de lado em detrimento da imagem, da estética.

O corpo é aquele que comunica sentimentos, comunica sensações, comunica a si mesmo. É a estrutura fundamental das comunicações humanas, é a base de tudo, é o “comunicador primário”.


“O corpo é um modo de relação com o mundo; o corpo é a casa, a casa é o mundo, um corpo e um mundo que se confundem nas práticas do cotidiano. A percepção é uma forma primária de conhecimento, e passa pelo corpo, que sintoniza o mundo. O mundo do homem é o mundo do corpo.” (SILVA, Josimey; Complexidade a Flor da Pele, pág. 125)


A forma dele passou a comunicar não só as relações afetivas e íntimas do ser humano, como também o ideal de uma sociedade homogeneizada e enraizada sobre valores comuns, denominadores comuns. Todos querem um corpo jovem e bonito, todos querem ser igual a vedete da propaganda de pasta de dente. É um desejo unificado, banal entre a maioria das pessoas. A velhice passou a ser relegada como doença, um mal. “Vivemos, talvez mais do que nunca, um modelo social em que a juventude é algo a se agarrar, e a velhice, um mal a se combater.” (MONTEIRO, Karla; Velha, pág.26).

As necessidades do público, portanto, são as necessidades da indústria cultural. E a industrial cultural modela, renova, e muda essas necessidades, principalmente por meio da propaganda publicitária. É claro que isso tudo faz parte de uma “dialética da relação produção-consumo” (MORIN, Grande Publico, pág. 47). Não há produção cultural se não houver certeza que haverá consumo, não há o uso do corpo, se não houver a certeza de que este será rentável. A cultura de massa, a publicidade, as relações corpo-consumo, a estética, a imagem em detrimento da essência, todos esses são valores sociais rentáveis e presentes no grande público.

O corpo fascina, incita sensações, por isso ele é usado em demasia na propaganda publicitária.

“Quando alguém olha outrem, o organismo responde com reações e alerta, há alterações significativas no eletroencefalograma, o coração se acelera e as glândulas sudoríparas secretam um pouco de suor. Isso inscreve, nos receptores neurológicos, a ativação biológica daquele que se sente observado...” “Por meio desse olhar, e de acordo com o novo sensorium da contemporaneidade, o conhecimento é colocado na estrutura mesma da vida cotidiana. A hiperdifusão de imagens vazias tem efeito anestésico. Mas a disseminação de mundo-visões por meio da invasão das imagens também constrói outros mundos, novos olhares.” (SILVA, Josimey; Complexidade a Flor da Pele, Pág. 128)

Não há consumo sem produção, não há cultura sem corpo, não há corpo sem imagem. Vivemos na era da imagem, do consumo, do corpo.

Referências

MORIN, Edgar; Indústria Cultural; Grande Público. In Cultura de Massas no Séc XX: O Espírito do Tempo. Volume I e II, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1990.

O Corpo se Entretece no Olhar. In: GALENO, Alex; CASTRO, Gustavo de; COSTA, Josimey. (Org.). Complexidade à flor da pele: ensaios sobre ciência, cultura e comunicação. São Paulo, 2003, p. 81-94.

Velha, Reportagem de Karla Monteiro, Revista TPM.

Ps: Esse foi o meu primeiro artigo acadêmico, feito para disciplina Sociologia da Comunicação. To parecendo aqueles pais que babam o filho que tirou 10 em alguma matéria ou fez alguma coisa bem inteligente. Tirei nota máxima nesse artigo, que me deu muuiitto trabalho e me tirou algumas noites de sono.
Domingos são morgados. Conclusão genial essa heim? Pois é, domingos são dias que deveriam ser riscascados do calendário. Ô diazinha chato esse viu. Primeiro porque você acorda de ressaca, o sábado é sempre o auge do final de semana e, quase sempre, dorme-se tarde depois de uma boa bebedeira.

Depois de acordado, ainda sob a lembrança do dia anterior, procura-se sempre o que fazer, normalmente, liga-se a TV. A TV tem uma programação especial para o domingo, por ser o dia mais chato, decidem por escolher a pior programação. A escória da grade. Entre Gugus, Faustões, Raul Gils e Futebóis por ai, é melhor desligar. Domingo é bom só para uma coisa, ler. Então são tardes e tardes lendo e relendo livros, pelo menos aí o domingo não é tão ruim. Mas ler, ler, ler, cansa. Então, quando já não se consegue mais ler, fazer o que?

O cinema faz o favor de ser mais caro nos domingos, acredito que é um complô contra o domingo. Pessoas inescrupulosas num determinado período de tempo decidiram, sozinhas, que o domingo será o pior dia da semana e aí encareceram os cinemas, precarizaram a programação da TV e alongaram o dia. Ô diazinho longo. Quem tem o (des) prazer de morar em litoral sofre ainda mais, porque é justamente nesse tão amaldiçoado dia que a praia está lotada, como se todo mundo, no mesmo santo dia, decidiu ir a praia. Ou seja, a solução é ficar em casa sofrendo com o calor.

Mas há um agravante (ou atenuante), quem tem o seu parceiro, namorado ou namorada, seiláoquê, ainda pode chamar o dito-cujo para ir na sua casa, passar o dia no trio cinema-pipoca-beijo e salvar o dia. Mas pessoas desprovidas de qualquer tipo e compania nem à isso tem direito. tem que se contentar em passar o dia todo olhando o tempo passar, rezando ao lado do telefone para que uma boa alma salve tão distinto dia. Porém não é sempre que há um desses santos na vida da pessoa e ela é condenada a passar o dia no mais completo ócio.

Os domingos deveriam ser definitivamente apagados dos calendários.

Quem é quem

*Em resposta a Ana Marilia

Proponho aos leitores desse blog uma análise da biografia dos atuais presidenciáveis. Para isso, eximarei-me em escreve-las e me disporei apenas de alguns trechos da biografia de cada um, depois traçarei alguns comentário.

Luiz Inácio Lula da Silva

"Ao chegar a São Paulo, Lula começou a trabalhar, aos 12 anos, como engraxate e entregador de roupas em uma lavanderia. Em 1963, formou-se torneiro mecânico no Senai e, em 1964, transferiu-se à metalúrgica Aliança. Foi aí que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda, em acidente."

Desvendado o mistério do dedo, ou da falta dele. Bem, dado interessante. Isso faz refletir o quanto da identificação do candidato com as camadas mais populares do nosso país. Um homem de origem simples e trabalhadora, quer queiram quer não.

"Em 1972, foi eleito primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1975, elegeu-se presidente da entidade. Lula compareceu à posse de terno, gravata e colete. O traje virou alvo de comentários. Nunca um sindicalista havia se vestido assim."

Bem, MODA nunca foi o forte do nosso presidente. Diferente de Dunga né que agora conta com uma assessoria "fashion" da sua filha. Nota-se que Lula teve uma ascensão muito rápida no sindicalismo, tendo entrado em 66, em menos de 10 anos já o presidia.

"Na paralisação de 1979, o sindicato de São Bernardo e Diadema sofreu intervenção do governo federal, e Lula foi destituído do cargo. Em 1980, mais de 100 mil trabalhadores aderiram ao que foi considerado pela imprensa na época de "a maior paralisação operária da história do sindicalismo brasileiro"".

Essa greve é um dos marcos principais na biografia do presidente. Ela o fez crescer politicamente e lhe deu impulso para a criação do PT.

Resalvas: é bom lembrar que Lula recebe hoje uma "aposentadoria" de cerca de 5 mil reais devido ao acidente com o dedo e ao fato de ter sido preso político. Apesar da desvirtuação do candidato com o seu passado, nota-se no seu próprio jeito de ser as raízes dessa sua história política e de vida.


Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho

Nascido em Pindamonhangaba, Alckmin ainda cursava medicina em Taubaté quando, em 1972, o presidente do MDB da cidade foi à instituição filiar um amigo dele. Alckmin aproveitou a ocasião e se filiou também. Seu pai, que tinha militado na conservadora UDN, acabou não se opondo ao ingresso do filho na oposição ao regime. Ele assinou sua ficha de filiação em 14 de agosto de 1972 e, tempos depois, quando um colega desistiu em concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal, Alckmin resolveu disputar o cargo. Venceu a eleição como o vereador mais votado na história da cidade --1.447 votos, mais de 10% dos votos válidos.

Um fato interessante, mostra a força retórica do candidato e até mesmo um certo carisma. Não é todo mundo que na sua primeira eleição para um cargo político se elege com uma votação tão expressiva quanto o Alckmin. Mas é interessante notar também que o seu pai Geraldo José Rodrigues Alckmin, era também político, filiado pela UDN. Isso pode te-lo ajudado também na sua eleição para vereador.

Em 1976, com apenas 23 anos, foi eleito prefeito de Pindamonhangaba. Assumiu em 1977, último ano da faculdade, e exerceu mandato de seis anos. À época, recebeu acusações de nepotismo por nomear como chefe de gabinete seu pai, o veterinário Geraldo José Rodrigues Alckmin, que morreu em 1998, aos 85 anos.

Alckmin não foi eleito, foi indicado. Na época não se elegia pessoas para o executivo, o governo militar as indicava. Alckmin portanto foi indicado pelo governo de Ernesto Geisel. Além disso, para não citar o ato de nepotismo.

Depois disso, a carreira política do então médico aconteceu rapidamente. Em 1982, elegeu-se deputado estadual e, em 86, foi eleito deputado federal pelo PMDB. Foi vice-líder da bancada do partido na Assembléia Nacional Constituinte. Por lá, apresentou o primeiro projeto do Código de Defesa do Consumidor e da lei sobre doação e transplante de órgãos.

Alckmin demonstra mais uma vez "jeito" para a política. Depois de prefeito de Pindamonhagaba conseguiu decolar e foi o autor de dois bons projetos para o país.

Resalvas: Alckmin foi o presidente da comissão de desestatização de FHC, isso não fora citado na biografia que eu peguei, mas uma boa pesquisa na internet revela esse dado. Outro fato importante é que ele foi aliado do regime militar. Diferente de alguns outros tucanos, o candidato não teve participação na verdadeira oposição ao regime.

Pronto, acredito que a análise do passado dos candidatos pode revelar pelo menos uma parte do que eles representam hoje.

Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/candidatos-presidente-geraldo_alckmin.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/candidatos-presidente-lula.shtml



Debate da Band

O debate foi surpreendente.

Talvez nem o mais tucano dos tucanos esperasse ver um Alckmin tão "pimentinha" como viu no debate. Alckmin foi incisivo, direto ao assunto, sem rodeios. Criticou duramente os casos de corrupção, perguntou sobre eles e tentou colocar o atual presidente na parede.

Lula foi pego de surpresa. Veio esperando o Chuchu de sempre. Afinal, se discutissem governo, o tucano levaria um baile. Como não fazia, até então, parte do estilo de Alckmin partir para comentários incisivos e agressivos, como o foi, o presidente fora esperando um debate de idéias, da qual, inegavelmente sairia vencedor.

O "primeiro round" explicitou essa surpresa de Lula e da grande maioria dos telespectadores, quando Alckmin, logo de cara, perguntou sobre a origem do dinheiro da compra do suposto dossiê. Pego de surpresa, Lula não teve nem tempo de cumprimentar os telespectadores e já foi logo dizendo o óbvio. O ônus de descobrir isso pertence a policia federal, não ao presidente. Visivelmente descontente e surpreso com a pergunta, partiu também para a ofensiva, criticando o governo dos tucanos.

Definitivamente foi um fogo aberto, por um momento temi até por confrontos físicos. Lula levou uma ligeira vantagem nisso tudo, soube responder a maioria das questões de Alckmin, deixando a desejar apenas sobre o Aerolula e sobre o caso mensalão, questionado por Franklin Martins. Alckmin, por sua vez, não conseguiu explicar satisfatoriamente as suspeitas de corrupção no seu governo e nem no governo do seu colega FHC. Teve, muitas vezes, que sair à francesa de alguns questionamentos do candidato petista.

Ambos os candidatos chegaram a iniciar uma pequena discussão sobre planos de governos. Desafiado, ingenuamente, por Alckmin para comparar dados, Lula começou a utilizar os dados positivos do seu governo e confronta-los com os dados tucanos. Vendo que ali não era um território seguro, Chuchu (ou Pimentinha 2) voltou, novamente, para os casos de corrupção batendo insitentemente no pobre (?) do Aerolula.

A verdade é que não houveram vencedores. O que houve foram perdedores. Alckmin perdeu uma grande chance de mostrar o tal do "choque de gestão" que fará caso seja eleito e demonstrou, mais uma vez, seu despreparo político e as falhas do seu plano de governo. Não falou onde cortará gastos, fugiu, quando questionado sobre as privatizações. Enrolou-se ao criticar a política externa petista e foi ridículo quando citou a falta de investimento público do exército. O Sapo Barbudo, por sua vez, pecou ao não mostrar serenidade quando pressionado sobre os casos de corrupção. Era visível a "raiva" e o despreparo quando perguntado sobre os casos de corrupção, notoriamente percebia que ele não esperava esse ataque frontal, mas sim uma discussão de idéias. O candidato falhou também quando não tentou puxar o debate para onde era mais forte. Plano de governo. Insistiu em mostrar dados de corrupção tucana, fazendo com que seu adversário jogasse em campo favorável, afinal, as denúncias contra os petistas foram bem melhor divulgadas e apuradas que as tucanas. Quando, finalmente, o debate pareceu começar a andar sobre os rumos das idéias políticas, começou o bloco da pergunta dos jornalistas e o tema corrupção voltou a cena.

A perda maior foi a do telespectador. Quem foi procurando um debate franco de idéias e planos se decepcionou. Aquilo parecia muito mais um programa a lá "Ratinho" e teste de paternidade do que um debate sobre o futuro do nosso país. Lamentável.

E agora, midiocratas?

PF não acha indícios de ligação de Freud Godoy com o dossiê

FÁBIO VICTOR
da Folha de S.Paulo
LEONARDO SOUZA
enviado especial da Folha de S.Paulo a Cuiabá

Pelas informações de que dispõe até agora, a Polícia Federal não reúne indícios do envolvimento do ex-assessor da Presidência Freud Godoy na compra, por petistas, de um dossiê contra tucanos. Caso o inquérito fosse encerrado hoje, a PF não indiciaria Freud.


Há duas semanas atrás era matéria de capa dos maiores jornais do Brasil o indício do envolvimento do ex-assessor especial do Presidente da República, Freud Godoy, na compra do dossiê que incriminaria Serra e Alckmin na máfia das ambulâncias. A mídia colocou-o como um forte indício de que Lula saberia da compra do tal dossiê.

Incriminaram Freud e por 2 semanas, foi o inimigo do Brasil. Navegando calmamente no site da folha, encontro escondida essa matéria. Que vergonha heim jornais? Era obrigação de todas as grandes midias que incriminaram o ex-assessor, colocarem essa descoberta da PF como matéria de capa. Mas como percebe-se que o comprometimento dos jornais com ideologia e investidores se sobrepõem, na maioria desses meios, do comprometimento com a sociedade, essa matéria tá ai, escondida, para que ninguém veja mais um erro da nossa mídia. Tristeza.

Sem falar do caso do delegado, das fotos e da gravação que merecerá um novo post.

Debate

Lula e Alckmin confirmam presença em debate da Band, neste domingo, a partir as 20h.

Será interessante. Chuchu virá com tudo, vai ser a hora de provar para o que que veio. O sapo barbudo vai com mais cuidado, tentando conquistar os eleitores mais de esquerda, que votaram em Cristovam e HH. Lula se dá bem em debates, Alckmin treme quando pressionado demais.

Veremos. A Band anda fazendo uma excelente cobertura política e se manter o formato com pergunta dos jornalistas nesse próximo debate, veremos uma disputa de nivel muito alto.

Eleições no Brasil

Foi como um jogo de futebol. O time da casa ganhava de três a zero, final de campeonato, para o jogo ir para prorrogação o time visitante teria que fazer mais três gols e para isso só dispunha dos 30 minutos da segunda etapa, com o time da casa dando um show de bola. Então a zaga do time da casa falha feio e faz um penalti absurdo, 3x1. O time da casa dorme e leva o segundo gol. Outra falha da zaga e empate, 3x3.

Agora o jogo foi para prorrogação. O time da casa jogou melhor o jogo todinho, mas falhou feio e levou 3 gols por besteira. Mesmo assim, tem mais time. Os visitantes estão empolgados, conseguiram um empate inacreditável contra os seus adversários e tão com a bola toda. Na empolgação tem grandes chances de vencer, apesar do time da casa levar alguma vantagem sobre os visitantes. O jogo está indefinido mais do que nunca. Não pode haver tropeços de nenhum dos lados senão perderão o título. As torcidas, no estádio, brigam furiosamente para conquistar uma parcela neutra. O jogo promete.

Vaso ruim não quebra!

Veículo em que viajava ACM Neto
capota em estrada da Bahia


O deputado federal, neto do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), sofreu apenas escoriações leves.


Helicóptero com Renan Calheiros faz pouso forçado em Arapiraca

Um helicóptero com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o candidato do PSDB ao governo alagoano, senador Teotonio Vilela Filho, sofreu uma pane na manhã deste sábado quando estava pousando e caiu.


É meus queridos, a vida é assim. Vaso ruim não quebra mesmo. Agora 155 pessoas comuns morrem numa tragédia como essa da Gol, muito triste e injusta é essa vida.

Debate Presidencial

O debate me pareceu mais uma competição de quem-bate-mais-no-presidente do que uma troca de propostas e projetos para a melhoria do país.

O erro, inicialmente, foi da TV Globo. Ta bom Globo, eu sei que o furo de Lula no debate fizeram vocês perderem preciosos pontos na audiência, mas precisava daquilo? Autorizar o fogo aberto contra o presidente, sem que este tivesse chance de se defender, fazer os câmeras fecharem o tempo todo na vergonhosa cadeira vazia com o nome Lula sobre ela é golpe baixo. Concordo que Lula deveria ter ido ao debate, mas acho que a grande maioria das pessoas que assistem um debate entre políticos querem ver e analisar propostas e não acusações que todos nós já estamos cansados de saber quais são. O debate, em muitos momentos, centrou-se aí, numa competição interna de "quebra-Lula".

Ao ver o ímpeto dos candidatos em acusar e levantar especulações sobre o presidente, entendi porque ele não foi ao debate. Por mais certo que os candidatos estejam em cobrar do presidente da república explicações sobre os casos de corrupção, um debate político é um lugar para divulgar as propostas para a melhoria do País, para debater sobre o que já foi feito e o que ainda se tem para fazer. É um local, ao meu ver, de reflexão e troca tanto dos candidatos como do telespecator. Uma reflexão entre os presidenciáveis sobre as suas propostas e entre os telespecatodres sobre o melhor e mais preparado candidato para ocupar o cargo de Presidente da República.

O que houve ontem, infelizmente, não foi isso. A cobrança do presidente deve ser feita pelo legislativo, pela midia e pela sociedade e não por candidatos a presidência ansiosos pelo poder. À polícia cabe a investigação, a divulgação e a punição dos responsáveis pelos crimes de colarinho branco. E à população cabe o ônus da decisão do melhor para ela. Afinal, na democracia o povo é soberano. Se o povo quer Lula é porque de alguma forma Lula foi bom para o povo. Lula possui 45% das intenções espontâneas de voto, o maior índice de todos os tempos. Apesar de parecer, o povo não é burro. Eles vão decidir em quem foi melhor para eles, corrrupção por corrupção, o povo sabe que tem. É histórico, cultural no Brasil a crença do político ladrão. O povo sabe que Lula é ladrão, da mesma forma que sabe que FHC também roubou, mas votou neles porque, de alguma forma, foram beneficiados nesses governos. No caso de FHC, o plano real e a estabilização da economia, já no caso do petista, a melhoria na distribuição de renda, o aumento real do sálario mínimo e os programas sociais como o Bolsa-Família e o ProUni. Não adianta fugir, atirar desesperadamente contra Lula, alegando a corrupção do governo dele, não surtirá efeito entre a massa.

Embate eleitoral, no Brasil e no RN

Hoje, quinta-feira, é o debate presidencial transmitido pela TV Globo. Há uma possibilidade do nosso atual presidente comparecer, pelo que supõem. Devido ao escândalo do dossiê, Lula perdeu cerca de 3 pontos percentuais de vantagem em relação aos outros candidatos. Ainda restam os votos dos indecisos que podem mudar o rumo da eleição.

Lula é extremamente experiente e bom em debates. Raramente perde, ou se dá mal. Se ele for, será um bombardeio de acusações e de tiradas para desestabiliza-lo. Se ele manter a serenidade, da mesma forma que manteve durante a entrevista presidencial da Band, ele conseguirá bons resultados na discussão de mais tarde.

No estado

Esta havendo uma especulação sobre uma pesquisa do Vox Populi que daria 2% de vantagem a Garibaldi, desmentindo completamente a pesquisa do insituto Sensus (10% de vantagem para Wilma, com ela se elegendo no primeiro turno) e da Consult (5,3% de vantagem para a governadora). Segundo o Blog do Diógenes, os wilmistas que ainda não autorizaram a divulgação da pesquisa no jornal Diário de Natal, onde ela seria divulgada. Afirmaram que a Vox Populi registrou um empate técnico entre os candidatos com uma ligeira vantagem para Wilma. Já entre os bacurais, especula-se que a Vox Populi teria dado 2% de vantagem ao senador Garibaldi Filho.

Não da pra saber ao certo quem está em primeiro. Para a minha análise, usarei o depoimento de um colega que esteve terça-feira, em frente a TV Cabugi após o debate. Segundo ele, havia uma quantidade de wilmista maior do que a de garibaldista, brincando com esse fato, chegou a dizer que só estavam presente lá os parentes do senador. Porém, ao perguntar informalmente a maioria das pessoas, muita gente diz que votará em Garibaldi. As eleições aqui estão quentes e provavelmente dará segundo turno. Aposto em empate técnico com ligeira vantagem para Wilma no dia 1° de outubro, mas não dá para ter certeza de nada.

Uma coisa para mim é certa. Elegendo-se Wilma ou Garibaldi, tudo ficará na mesma. Ambos os candidatos já governaram o Estado e já mostraram sua (in) capacidade administrativa. Os dois já foram aliados e subiram no mesmo palanque várias vezes. O atual prefeito Carlos Eduardo Alves é sobrinho do senador e fora indicado para a chapa de Wilma nas eleições de 2000. Iberê, o vice de Wilma, já foi secretário de Garibaldi diversas vezes. Ou seja, elegendo-se gregos ou troianos, Natal continuará sob as mesmas mãos.

Debate com os candidatos ao governo do RN

O debate foi de nivel muito baixo, ao meu ver.

Apesar de não ter apresentado propostas sólidas, acho que o "vencedor" ou menos ruim do debate foi o Sandro Pimentel. Xeque Humberto mostrou despreparo, ele consegue ser pior que Lula nas construções verbais e nos erros de portugês, além disso tentou desesperadamente assumir um tom de "pai dos pobres", sem apresentar nada de concreto.

Wilma e Garibaldi ficaram naquela briguinha dissimulada. Há 6 anos atrás subiam no mesmo palanque, inclusive Carlos Eduardo foi indicado para vice pelo próprio Garibaldi. Quando foram "arroxados" por Sandro Pimentel, sempre saiam com más respostas, sem explicar direito. Destaque para a enrolação da CAERN, tanto de Garibaldi quanto de Wilma. Ambos se sairam muito mal e tentaram jogar a batata quente em cima do outro.

Sinceramente, dá vontade de votar nulo para governador. Mas, ficarei com o Pimentel mesmo.

Aula de Jornalismo


Perfeito, uma verdadeira aula de jornalismo. Comentários extremamente lúcidos e conscientes, parabéns Amarante!

Coragem

CartaCapital escolhe candidato à presidência

Por Alberto Dines em 8/9/2006


A revista CartaCapital anunciou formalmente o seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. É a primeira publicação nacional a assumir ostensivamente uma preferência para as próximas eleições de outubro.



Fica aqui registrado meus parabéns a Carta Capital pela sinceridade para com o leitor ao informar, em editorial, a posição política da revista. Ato de coragem e transparência e que deveria ser seguida por todas as outras midias do país.

Mania de crescimento econômico

Agora é quase mania nacional. Ligar a televisão e ver quantos por cento o Brasil cresceu economicamente para comparar com outros paises. É quase que fosse uma competição internacional, talvez até um tipo de Copa do Mundo da economia. Vários países, um crescimento do PIB e a comparação entre eles, os que têm maiores crescimentos são agraciados pelo desenvolvimento sócio-econômico, os perdedores dessa copa são sedados ao atraso e ao subdesenvolvimento.

Bem, interessante essa questão. Existe um ponto que a maioria dos maníacos por crescimento econômico desconsidera. A desigualdade social. Para estes, a desigualdade social pode ficar de lado, o negócio é crescer como a China ou a Índia com taxas de cerca de 10% ao ano. Ou então pelo menos alcançar o Chile, que conseguiu a marca de cerca de 7% ano passado. Estes maníacos choram, porque o país dos canarinhos amarga a penúltima posição na Copa do Mundo do PIB, ganhando apenas do Haiti.

Peço, a tais pessoas, para tomarem a pílula da lembrança e remeter às suas memórias à década de 70. É aquela década mesma, do chamado Milagre Econômico Brasileiro, do Brasil de primeiro mundo que atingia taxas de crescimentos entre 10 e 12%. Com o nosso querido ministro Delfim Neto proclamando, "vamos fazer o bolo crescer para depois dividi-lo".

Gostaria que os nossos queridos amigos-maníacos me respondessem onde está o meu pedaço do bolo. Preconizando as suas respostas, direi, na mão dos grandes empresários brasileiros. Os nossos torcedores pró-pib se esquecem que, coincidentemente, aquela foi a época em que o abismo que separa os ricos dos pobres aumentou monstruosamente. O crescimento produzido pelo Brasil ficou na mão apenas da elite brasileira, não foi dividido.

Se o PIB fosse tudo, como defendem os maníacos, hoje o Brasil não teria esses nosso excelentes indicadores sociais. Na verdade, se continuarmos do jeito que está, um crescimento acelerado do PIB será muito mais benéfico aos empresários do que aos trabalhadores. Faz-se necessário, antes de tudo, medidas para suprir esse abismo social que existe no nosso país, além de outras medidas sociais que procure dar uma condição mínima aos pobres e miseráveis do país. Além de outras inúmeras reformas, que vão desde as reformas político-eleitorais, até reformas da previdência, tributárias e legislativas.

Seria melhor, ao invés de votar em um candidato que defende esse crescimento como soluções para os nossos problemas, procurar candidatos que tenham propostas que ofereça às classes mais baixas empregos e oportunidades para uma ascensão social. Sem isso, o crescimento econômico brasileiro será apenas para os endinherados desse país, enquanto nós ficaremos esperando eternamente a nossa parte do bolo.

Tempo

Não esqueci desse blog, estou um pouco sem tempo por causa de outros projetos. Logo postarei aqui. Por enquanto estou mais ligado ao jornaleiros.

Cuba Libre


Fidel está a beira da morte, finalmente a ditadura que assolava o pequeno país, próximo a Miami, vai estar livre. O povo, desta pequena ilha latino-americana, poderá gozar, após a morte do seu grande repressor, do regozijo democrático pregado e defendido ferozmente pelo velho e bom Tio Sam, que mora logo ali em cima.


Mais
que maravilha para o povo cubano. Estão quase livres, só falta o velho comedor de criancinhas terminar de bater as botas que a liberdade virá. Oh, mais que bela liberdade. A liberdade do capital financeiro, que propiciará a esse país a honra de possuir em seu território empresas milagrosas, nominadas de multinacionais. Grande liberdade, finalmente o velho e bom Tio Sam poderá usufruir de mais um pedaço de terra do seu grande jardim, explorando aquele povo sofrido e aquele solo amaldiçoado em nome da democracia.

Não esqueçamos, também, que agora Cuba é livre para adentrar no 3° mundo. Finalmente eles poderão ser como qualquer país primo do Tio Sam. Poderá agora doutrinar seu povo com a idiotização pregada pelos primos mais velhos. E eles então, liberto do chamado “mal de marxzhaimer", poderão usufruir dos prazeres do consumismo exarcebado e das mídias alienadoras. Finalmente, nesse país "sem liberdade", poderá ser possível a exploração do chamado povo, nominando-os de "exército de reserva" tal como está escrito nas bíblias neoliberais. Agora sim, poderemos ter analfabetos em Cuba e as universidades só agora poderão ser de acesso único e exclusivo das elites endinheiradas do país. Que grande maravilha.

Dias de Glória esperam Cuba, é, Glória com letra maiúscula sim. Afinal, finalmente Cuba se tornará um país democrático. É, essa mesma democracia que só tem como representantes os bons empresários, essa mesma democracia que vê a invasão e abertura do mercado, para as grandes exploradoras do esforço humano, como algo bom e positivo. Essa democracia, que tem como defensor-mor um país com uma representação bipartidária, onde os que pensam de forma diferente são simplesmente esquecidos e desacatados desse poder bipolar.

Certamente teremos um povo livre. Um povo livre tal qual o povo brasileiro, com taxas de desigualdade social e divida externa que despertam risos nos lábios dos banqueiros internacionais. Um povo livre, com o desemprego e a insegurança provocada pela exploração neoliberal e que não tem o mínimo direito de reclamar, afinal, se escolhessem um comunista, teriam seus filhos comidos por essa maldita estirpe.

Devido ao alto número de vagas e aos poucos inscritos nos vestibulares das faculdades particulares de Natal, a maioria dessas instituições de ensino opta por meios novos de preenchimento das vagas que ficam sobrando a cada vestibular.

Dentre esses novos meios, o chamado “vestibular agendado” é o que está mais em voga dentro dessas instituições hoje em dia. Essa forma de vestibular consiste no agendamento prévio do candidato, considerando sua disponibilidade de tempo, para a realização do exame. As provas agendadas são individuais ou feitas em pequenos grupos, com a fiscalização de alguém determinado pela instituição.

Outra forma que essas faculdades usam para preencher as suas vagas é a reserva para estudantes inscritos no ENEM. Os inscritos para o exame nacional do ensino médio não necessitam passar pelo processo seletivo dessas instituições, apenas com o certificado que contém a nota do provão, eles são automaticamente selecionados para essas faculdades.

Algumas instituições também adotam a idade ou um possível diploma de ensino superior como critério de aprovação para o preenchimento de suas vagas. A FAL, por exemplo, reserva 20% das suas vagas para vestibulandos com idade igual ou superior a 45 anos e cobra apenas uma prova de redação para que eles sejam selecionados. Pessoas com diploma de ensino superior, se ainda sobrarem vagas, não passam por processos seletivos nessas instituições, sendo automaticamente admitidas para prestar o curso pretendido.

Pizzaria de Político

Às vezes me pergunto. Será que os nossos políticos têm algum tipo de ideologia política? A pergunta inicialmente pode parecer tola, mas é que eu não agüento mais ver partido dito socialista se aliar com partidos neoliberais e muito menos ver político que troca de lado da moeda como se trocasse de roupa.

Os leitores provavelmente nunca verão um palmeirense vestindo a camisa do Corinthians e vice-versa. Mas vêem políticos que vestiam a camisa do socialismo numa época e, apenas com a ameaça de sair do poder, trajavam logo a manta neoliberal para se manterem nas mamatas públicas. Isso é intrigante, porque tais ideologias pregam opostos, o neoliberalismo defendendo o Estado mínimo e os ditos socialistas acreditando na forte intervenção estatal como melhor forma de governo. Ou seja, jogam em lados completamente diferentes do campo.

Infelizmente esse fato nos faz constatar apenas a falta de compromisso de certos políticos, ou afiliações políticas, com o povo, a sua história e a sua ideologia. É certo que, no sistema político atual, a garantia da governabilidade se dá com a maioria do legislativo e devido a enorme pluralidade partidária que temos no país, muitas vezes as agremiações políticas têm que se aliar com os adversários a fim de discutir e aprovar projetos para a melhora do Brasil. Mas o que acontece sai desse limite, beira ao ridículo. Políticos que antes criticavam fortemente outros políticos ou partidos trocam de legenda, ou apóiam ex-desafetos, apenas para se eleger e se manter no poder. Não há ética, não há paixão ideológica, há apenas a vontade de estar lá em cima.

Tal
problema, a meu ver, tem duas causas principais. A primeira é o despreparo. Deveria haver para candidatos a qualquer cargo político um curso básico de teoria política, abordando as principais questões de cada ideologia, além de aulas de ética e economia e depois uma prova, como um vestibular. Isso não afetaria em nada a democracia, apenas iria assegurar que o candidato eleito tenha um conhecimento mínimo acerca daquilo que irá fazer e defender. É visível o despreparo político de candidatos a cargos, principalmente, de vereador e deputado estadual. Esses caras irão dirigir municípios, estados e até o país, decidirão sobre o destino da população e não sabem nem o que a sigla partidária defende. É ridículo

A segunda causa é mais profunda, liga-se com a ideologia política individual de cada um. Existem pessoas que nasceram para política, que gostam de política desde pequeno e por causa disso participam desde cedo de grêmios estudantis e movimentos sociais da vida, essas tem uma ideologia política fortemente enraizada. Mas há pessoas que não têm o mínimo interesse nisso e infelizmente acabam se candidatando a cargos políticos por pressão familiar (ocorre muito no nordeste) ou por pura e simples ambição. Tais pessoas, sabendo que com um pouco de carisma, algumas palavras difíceis e certo dinheiro na conta bancária conseguem facilmente vencer uma eleição, o fazem e acabam vencendo sem nenhum compromisso com a população. Resultado: corrupção e falta de fidelidade partidária.

Para resolver isso o Brasil necessita de uma reforma política profunda que garanta a permanência dos bons políticos e que expulse esses sanguessugas do poder. Mas ai entramos num paradoxo importante. Quem aprova os projetos de lei referentes a essa e outras questões é o legislativo, considerando que a maioria dos políticos do nosso Congresso fazem parte dessa estirpe de político, me respondam caros leitores, quando é que vamos conseguir uma reforma política de qualidade? Vocês realmente acreditam que esse vermes irão votar numa medida que os expulsará do poder?

E agora, José? Soluções são duas, ou se acende uma vela e mata galinhas pretas para que essa estirpe seja colocada para fora nas próximas eleições, ou se faz uma constituinte a fim de mudar profundamente apenas esse aspecto da nossa política. Porque se depender dos nossos atuais congressistas, a "Casa do Povo" estará mais para "Pizzaria de Político" do que para qualquer outra coisa.

Mastercard

Computador no quarto: 2000 reais. Internet a cabo, instalação mais mensalidade: 200 reais. Televisão de 20 polegadas: 500 reais. Ver Alckmin dar fiasco na entrevista pro Jornal Nacional e cair nas últimas pesquisas eleitorais não tem preço.

Quero um Champagne para comemorar!

Deus, Congresso, Futebol e Política

A última pesquisa eleitoral feita pelo instituto perfil, realizada entre os dias 2 e 4 de julho, mostra que o candidato preferido do eleitorado natalese para deputado federal é Henrique Eduardo Alves. Com 6,88% das intenções de voto, o candidato caminha para o seu décimo mandato seguido.

Em tempos de mensalões e sanguessugas, ver que um candidato a cadeira de deputado federal está prestes a ocupa-lá novamente, pela décima vez consecutiva, é algo indignante. Onde está a renovação? Reclamar dos executores é tarefa fácil, mas o povo parece se esquecer que os legisladores tem como dever a aprovação dos projetos de lei, a apresentação destes mediante os anseios socias, além da fiscalização do executivo. Mas infelizmente isso não está acontecendo. E a bancada do RN é uma das que mais contribui para esse desleixo do legislativo.

Essa bancada é a mais faltosa do Congresso Nacional. Nenhum dos 8 deputados federais conseguiram uma presença igual ou superior a 90% no ano de 2005 e com deputados com presenças inferiores a 70%. E o mais triste disso tudo é que desses 8 políticos, eleitos em 2002, cinco provavelmente irão se reeleger e os outros três, ao que tudo indica, serão crias dos velhos caciques da política estadual.

Diante de todo esse cenário, elegendo-se Wilma ou Garibaldi, Lula ou Alckmin. Ou qualquer outro candidato que diga que irá mudar a situação politico-social do país, sem uma renovação no congresso e uma reforma política séria, infelizmente não sairemos do lugar.

Nisso tudo, fico com um pequeno texto adaptado que ouvi uma vez do Juca Kfouri: "Deus, quando criou o Brasil, falou que ali nasceriam os melhores jogadores de futebol do mundo. Sob a reclamação dos outros países Deus então disse: Será o país dos melhores jogadores do mundo, mas dos piores gestores."

Marcola para Presidente

Marcola ataca Alckmin na CPI do Tráfico de Armas

Em depoimento sigiloso que prestou por mais de quatro horas a deputados da CPI do Tráfico de Armas, no dia 8 de junho, em Presidente Bernardes (SP), o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Camacho, o Marcola, não se intimidou diante dos políticos, perguntou os partidos a que pertencem e fez questão de citar o candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, de forma hostil e agressiva...


Destaque para ""Se eu fosse político, eu ia arrumar um Marcola também", afirmou, rindo. "Tá tudo errado, a segurança pública... tá um caos, a culpa é do Marcola, não é do Alckmin. Nunca. Infelizmente", criticou."

Apesar de ser um criminoso, traficante e todos aqueles outros adjetivos pejorativos, Marcola em consciência política e inteligência da de 10 em muito "cidadão de bem".
Nu, ator de "Cobras & Lagartos" invade Globo e dispara tiros

O ator Ricardo Dualibi, que trabalhou como figurante da novela "Cobras & Lagartos", invadiu o Projac --estúdios da Rede Globo em Jacarepaguá, no Rio-- no final da manhã desta terça-feira e chegou a disparar tiros para o alto. Ninguém ficou ferido...



E o melhor de tudo "Dualibi afirmou aos policiais que pretendia apenas chamar atenção para o seu trabalho, mas admitiu ter exagerado em sua atitude."

É duro...

É duro.

Secretária dos EUA negocia trégua no Oriente Médio

Em visita ao Líbano e a Israel, Condoleeza Rice apresentou propostas para pôr fim ao conflito. A trégua faria parte de um acordo que incluiria a retirada do Hizbollah e o envio de uma força internacional para a região da fronteira...



Pontos para uma possivel trégua...

O mais engraçado de tudo isso é que os conflitos no oriente médio tem duas raizes. 1ª A criação do estado de Israel pelos EUA e as intervenções políticas, em prol da "democracia", norte-americanas nessa região, 2° O fanatismo religioso.

Outro ponto engraçado é o fato de que o Tio Sam vende armas a Israel. Muito bonito heeeeim sr United States!? É por isso que eu digo e repito, americano é bundão.
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