Cuba Libre


Fidel está a beira da morte, finalmente a ditadura que assolava o pequeno país, próximo a Miami, vai estar livre. O povo, desta pequena ilha latino-americana, poderá gozar, após a morte do seu grande repressor, do regozijo democrático pregado e defendido ferozmente pelo velho e bom Tio Sam, que mora logo ali em cima.


Mais
que maravilha para o povo cubano. Estão quase livres, só falta o velho comedor de criancinhas terminar de bater as botas que a liberdade virá. Oh, mais que bela liberdade. A liberdade do capital financeiro, que propiciará a esse país a honra de possuir em seu território empresas milagrosas, nominadas de multinacionais. Grande liberdade, finalmente o velho e bom Tio Sam poderá usufruir de mais um pedaço de terra do seu grande jardim, explorando aquele povo sofrido e aquele solo amaldiçoado em nome da democracia.

Não esqueçamos, também, que agora Cuba é livre para adentrar no 3° mundo. Finalmente eles poderão ser como qualquer país primo do Tio Sam. Poderá agora doutrinar seu povo com a idiotização pregada pelos primos mais velhos. E eles então, liberto do chamado “mal de marxzhaimer", poderão usufruir dos prazeres do consumismo exarcebado e das mídias alienadoras. Finalmente, nesse país "sem liberdade", poderá ser possível a exploração do chamado povo, nominando-os de "exército de reserva" tal como está escrito nas bíblias neoliberais. Agora sim, poderemos ter analfabetos em Cuba e as universidades só agora poderão ser de acesso único e exclusivo das elites endinheiradas do país. Que grande maravilha.

Dias de Glória esperam Cuba, é, Glória com letra maiúscula sim. Afinal, finalmente Cuba se tornará um país democrático. É, essa mesma democracia que só tem como representantes os bons empresários, essa mesma democracia que vê a invasão e abertura do mercado, para as grandes exploradoras do esforço humano, como algo bom e positivo. Essa democracia, que tem como defensor-mor um país com uma representação bipartidária, onde os que pensam de forma diferente são simplesmente esquecidos e desacatados desse poder bipolar.

Certamente teremos um povo livre. Um povo livre tal qual o povo brasileiro, com taxas de desigualdade social e divida externa que despertam risos nos lábios dos banqueiros internacionais. Um povo livre, com o desemprego e a insegurança provocada pela exploração neoliberal e que não tem o mínimo direito de reclamar, afinal, se escolhessem um comunista, teriam seus filhos comidos por essa maldita estirpe.

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