Mudanças no Vestibular da UFRN


Mudou. Pois é, semana passada o CONSEPE (conselho de ensino e pesquisa) da UFRN aprovou as mudanças no processo seletivo da universidade. Dentre essas mudanças está o estabelecimento de um argumento mínimo, a diminuição no número de questões objetivas e discursivas, a diminuição de um dia de prova e o estabelecimento da prova de redação.

Conversei com um pessoal que faz cursinho, uns receberam de mal grado essa mudanças outros ainda não tem uma opinião formada. Mas, para mim, como aluno universitário e enxergando o vestibular sobre outra ótica, acho que essas mudanças serão boas. As provas eram tecnisistas demais, não procuravam estabelecer relações entre as discplinas, as questões discursivas não avaliavam direito a capacidade de dissertação dos alunos. E fazer quatro dias de prova acabava sendo muito cansativo. Além disso, havia pessoas que entravam com um argumento muito baixo, devido à falta de concorrência do curso, o que fazia o nível dos alunos na universidade cair muito.

Eu sei que deve ter muito professor de cursinho fazendo, como é de praxe, terrorismo com os alunos. Dizendo que antes o vestibular era um bicho de sete cabeças, agora é de doze, mandando os pobres vestibulandos pararem a sua vida social para viver apenas de estudo. Balela. As provas objetivas vão acabar, no final, mais fáceis, é uma tendência dos vestibulares em todo o mundo. Tem-se, filosoficamente, por consenso, o argumento que prova, principalmente as objetivas, não avaliam conhecimento, são demasiadas positivistas e ultrapassadas. Quando você entra na universidade você percebe essa tendência nos professores. Tanto é que estes preferem sempre provas subjetivas que avaliam muito mais a construção de conhecimento do estudante do que o famoso conhecimento "decoreba". E ai é que o vestibular da UFRN ganha, mais subjetividade, principalmente com a prova de redação, que realmente avaliará se aquele aluno tem condições de entrar numa universidade. Porque ser universitário é escrever textos, dissertar, não marcar o X numa questão.

O que se faz necessário agora é a mudança na mentalidade dos professores de pré-vestibular. Eles têm que entender que essa objetividade excessiva está a cada dia sendo deixado de lado, principalmente os da área humanística, e que o que vale agora é a avaliação da construção do conhecimento por parte do aluno e o seu entendimento por parte do conteúdo passado. Os professores do pré necessitam estar mais dentro das universidades, conversando mais com os professores universitários, para poderem entender essa nova realidade do ensino superior. E parar, definitivamente, com esse terrorismo psicológico que fazem com os alunos. Assim, teremos alunos de um nível mais alto ingressando na universidade.

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