Rodrigo Santoro, Lost e Cinema


A edição desse mês da revista Rolling Stone traz na sua matéria de capa o ator e surfista Rodrigo Santoro. A reportagem aborda as escolhas do ator, o caminho que o levou até o cinema hollywoodiano e a sua "fama" internacional, bem como o caminho trilhado por ele no cinema nacional, o preconceito sofrido quando iniciou sua carreira cinematográfica no Brasil e o reconhecimento pelo seu talento. Além disso, a reportagem revela que Santoro não terminará a terceira temporada de Lost e que o seu personagem, Paulo, morrerá ou desaparecerá antes do término da temporada. No entanto, a série terá um episódio especial dedicado à vida do personagem.


Segundo Rodrigo, o principal motivo que não lhe fará continuar na série é a sua vontade de se dedicar ao cinema, sobretudo o brasileiro, neste ano. Ele está participando das gravações de três ou quatro filmes (não lembro bem quais e nem a quantidade correta e estou com preguiça de folhear a revista para dar uma informação mais certa). A reportagem traz, além dessas e outras informações, fotografias muito boas que o ator guardava em seu notebook e que combinadas com a diagramação da revista faz um efeito gráfico muito bom.

Sou fã de Rodrigo Santoro desde que eu vi o filme Bicho de Sete Cabeças. Antes, para mim e para muita gente, ele não passava de mais um galãzinho de novela da Globo. Interessante que depois de ver o filme (acho que em 2004), li a história da exibição dele no Festival de Cinema de Brasília no ano 2000 (a reportagem relembra também essa história). Durante a apresentação da equipe técnica e dos atores do filme, antes da exibição do longa no festival, todos os atores foram aplaudidos, com exceção de Rodrigo Santoro, que fora vaiado. Após a exibição do filme, Rodrigo foi aplaudido de pé e ouviu milhares de pedidos de desculpas, além disso, ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme que fez.

E aí é que eu chego no cinema, essa reportagem me fez relembrar os filmes que eu vi com o ator. Dentre esses filmes está o dramático e belo Abril Despedaçado, do carioca Walter Salles. O longa se passa no sertão nordestino e trata da honra familiar e da rivalidade entre famílias, as atuações e a direção consistente, além da bela história, arrancam lágrimas até dos corações mais duros. Excelente filme.


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