Projeta Brasil

Hoje, como consta na agenda fui ver o sétimo projeta Brasil.

Esse tipo de promoção deveria ser a semana inteira e na programação com todos os filmes nacionais lançados até a data. É uma boa iniciativa para levar o brasileiro para o cinema para prestigiar a produção nacional. Apesar de um ou outro sem noção, é bom ver cinema lotado para ver boas obras como Saneamento Básico e O Ano em que os meus pais sairam de férias.

O Ano é melhor que Tropa de Elite, para mim. Aliás, tem uma cena fenomenal, quando o garoto caminha sozinho na rua, enquanto todos assistem o final da Copa de 70, com a camisa do Brasil e com aquele cenário de carnaval esvaziado. Apreensivo, o garoto seguia até a casa do judeu que cuidava dele e que havia sido preso dias antes.A fotografia, a temática do filme e a cena se fundem nesse momento e ela vem com uma significação e uma carga dramática muito forte. Me arrepiei.

O único defeito do filme, para mim, foi o final. Não seguiu a ascensão narrativa, infelizmente. O tão esperado clímax decepcionou um pouco, mas isso não desfaz o filme. Ele consegue despertar vários tipos de emoções diferentes no telespectador e é nostálgico nos faz reviver um pouco a nossa infância. Destaque para a bela fotografia do filme e a boa atuação do ator-mirim Michel Joelsas.

Saneamento Básico é uma comédia que flui, com bons diálogos e situações que ocorrem naturalmente. A idéia foi muito boa, com direito a uma crítica sutil ao financiamento governamental de filmes. Mas o que mais me chamou a atenção nele foi a atuação de Wagner Moura, completamente diferente do Capitão Nascimento. Cheguei a me questionar se o Joaquim, personagem representado por ele, era realmente o mais novo Chuck Norris da internet.

De resto é isso, a iniciativa do Projeta Brasil é muito boa, mas ainda falta mais incentivos por parte das empresas de cinema do Brasil e mais qualidade nos filmes produzidos aqui. Mas isso é outra história...

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